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Entre Tejo e Odiana

por Júlia, em 15.05.08

Entre Tejo e Odiana...

 

Terra mãe de bem-querer!

Terra fecunda, rasa e lhana

                               do meu ser!

 

Entre Tejo e Odiana...

 

Abraço de imensidão,

Dolência de cante-chão.

Murmúrio de dor sofrida!

 

Eco de voz sarracena,

Brado de avó agarena,

Ai de princesa cativa!

 

Entre Tejo e Odiana...

 

Cheiro de terra lavrada!

Moiras, alfombras, searas.

Macelas, tomilho, xaras,

Orvalho de madrugada!

 

Afago d'oiro! Sol nascente!

Brandos silêncios derramam calma.

Beijo rubro, Sol poente,

Puros e ledos segredos d'alma!

 

Entre Tejo e Odiana...

 

              Terra mãe de bem-querer,

                    rasa e lhana do meu ser!

 

 

Este belo poema foi-me oferecido pela minha colega, professora aposentada, Cristiana Gama Guerra.

Como forma de lhe agradecer, disponibilizo-o para que todos os que me visitam possam também usufruir das belas palavras que ela usou para descrever poeticamente a nossa terra, o Alentejo.

 

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publicado às 11:11


2 comentários

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De daplanicie a 15.05.2008 às 14:58

Só de alguém que ama profundamente o Alentejo poderia ter brotado tão belas palavras!
Beijinhos e parabéns a quem escreveu e a quem o recebeu e resolveu partilhar :-)
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De Francisco Galego a 17.05.2008 às 11:31

Entre o Tejo e o Odiana
Além-Tejo
Terra-Mãe

Seara de imensidade
Sofrimento e dignidade.

Tanta fome e tanto pão
Entre o Tejo e o Odiana
Em tempos que já lá vão.

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