Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Dia da Terra

A Natureza em todo o seu esplendor. Rio, árvores e nuvens.

 

OS PARAÍSOS ARTIFICIAIS

 

Na minha terra, não há terra, há ruas;

mesmo as colinas são de prédios altos

com renda muito mais alta.

 

Na minha terra, não há árvores nem flores.

As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,

e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.

 

Os cânticos das aves - não há cânticos,

mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º.

E a música do vento é frio nos pardieiros.

 

Na minha terra, porém, não há pardieiros,

que são todos na Pérsia ou na China,

ou em países inefáveis.

 

A minha terra não é inefável.

A vida da minha terra é que é inefável.

Inefável é o que não pode ser dito.

 

                                                         Jorge de Sena

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publicado por Júlia às 08:58
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4 comentários:
De artesaoocioso a 22 de Abril de 2008 às 10:24
Dia da mal amada e mal tratada terra.
Quando morrer gostava de regressar a um lugar como este da foto.
Cumprimentos
De Júlia a 22 de Abril de 2008 às 11:33
Não precisa morrer para vir a este lugar. A foto foi tirada no passado domingo, no rio Xévora, com forte caudal após as chuvas dos últimos dias. Fica muito perto de Ouguela e a uma distância relativamente pequena de Campo Maior.
Também eu me encanto com as paisagens deste rio.
Cumprimentos
De Administração a 22 de Abril de 2008 às 20:57
Muitos parabéns pelo blog, continua bastante interessante.
De Maria a 26 de Abril de 2008 às 22:01
Bela foto, Parabéns

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