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Educação ambiental?

por Júlia, em 16.01.08

 

Uma escola do plano dos centenários. Na altura em que foi construída, na década de 40 do século XX, terão sido plantadas algumas nogueiras que ainda este ano deram frutos. Pelo menos uma delas está morta. As restantes foram agora podadas pelo processo tão em voga nas autarquias. O cepo que se vê em primeiro plano, era uma dessas nogueiras.

 

 

Algumas crianças brincam no recreio que se caracteriza pela sua aridez. Terra batida e algumas árvores que agora foram reduzidas ao que se pode observar.

É a EB1/JI do Bairro Novo em Campo Maior e, segundo o sítio na net, tem projectos ambientais com o objectivo de conservação dos recursos naturais.

 

 

Nota: Partindo do princípio de que foram os serviços camarários a fazer este "trabalho", enviei uma mensagem electrónica ao Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, anexando o texto de C. Coutinho, que pode ser lido aqui . Futuramente, não pode ser invocado o desconhecimento sobre os supostos "benefícios" deste tratamento dado às árvores.

  

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publicado às 17:51


4 comentários

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De Pedro a 16.01.2008 às 22:35


Custa-me abordar este assunto, pois trata-se de escolas e de colegas nossos, mas é preciso fazer-se a seguinte ressalva; eu também já julguei que estas podas eram "normais" e faziam bem às árvores (mas na vida, para além de podermos ensinar, estamos sempre, sempre a aprender); e, felizmente, tive quem me ensinasse o quanto estas podas estavam erradas e porquê.

Por isso, que os nossos colegas que estão à frente das escolas permitam e solicitem estas podas por "desconhecimento" é compreensível; mas, se a partir do momento em que são informados dos respectivos malefícios, insistirem na sua prática já não terão desculpa...doa a quem doer!


Cumprimentos

P.s.- se tiver paciência poderá ler o que, a este propósito, escrevi aqui:
http://sombra-verde.blogspot.com/2007/01/pedagogias.html
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De Júlia a 17.01.2008 às 12:10

Pedro, agradeço o comentário. Evidentemente que ninguém nasce ensinado e há situações erradas em que procedemos com a melhor das intenções. Eu própria, durante muito tempo achei muito esquisita a mania do meu pai se recusar a podar uma laranjeira que tinhamos no quintal. Ele fazia isso porque achava que as árvores deviam crescer livremente, sem a intervenção das tesouras. Não havia nada de científico na atitude dele; era mais uma questão sentimental.
Não sei, neste caso concreto, quem pediu para serem cortadas as árvores. A razia foi quase total, num espaço que tem pouca vegetação. Até um jovem plátano ficou reduzido ao tronco.
Antes de publicar o post, enviei um mail ao Presidente da Câmara juntamente com o texto de C. Coutinho, ao qualque cheguei através do seu blogue. Parece-me que a informação que contém é bastante elucidativa sobre o assunto. Também li os textos que tem escrito sobre esta questão das podas e concordo consigo. O problema é que os poderes locais ouvem pouco as outras pessoas. Acham-se donos da verdade e nem sequer admitem a dúvida, a hipótese de estarem errados nas suas convicções.
Esperemos melhores dias para as árvores do espaço público.
E que os nossos colegas se informem e se sensibilizem para a protecção das árvores, pelo menos, no interior do espaço escolar.
Cumprimentos
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De J Vaz a 22.02.2009 às 00:32

Infelizmente o panorama nacional relativamente às podas de árvores ornamentais é desolador. Há pessoas que não resistem a um bom e radical corte na árvore. Desfigura-se a dita e depois pouco há a fazer. Cortar e plantar novo é muitas a melhor solução.
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De Júlia a 22.02.2009 às 18:31

Ainda hoje, vinda de Lisboa, passei por várias vilas e cidades onde as árvores estão num estado lastimável. Em Vendas Novas, no parque do quartel, todos os anos deixam os plátanos no tronco.
Vai ser muito difícil convencer esta gente de que o que estão a fazer é muito errado.

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