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Razia

por Júlia, em 09.11.07

No dia 4 de Novembro resolvemos continuar a visitar as aldeias e vilas da região. Seguimos a estrada em direcção a Sousel, mas desviamo-nos para visitar Stº Amaro, aldeia que pertence  a este concelho.

A aldeia tem poucos motivos de interesse. As casas estão muito modificadas, no pior sentido; muitas ostentam nas frontarias coberturas de azulejos e outras decorações de gosto mais ou menos duvidoso.

Parámos num largo para ver a igreja da vila, um dos poucos edifícios com algum interesse, e deparámos com um espectáculo pouco edificante: todos os plátanos existentes no largo e nas ruas adjacentes estavam cortados como se pode observar na foto.

 

Como é evidente pela imagem, trata-se de plátanos relativamente jovens. Estes não puderam brindar-nos com o espectáculo da cor outonal das suas folhas.

 

Plátano do pátio de uma escola do 1º ciclo do ensino básico. Os cortes mostram que o "trabalho" da poda foi feito há pouco tempo.

Deixámos Stº Amaro e rumámos a Sousel. Aqui não vimos um único plátano, quer no jardim, quer em praças e ruas dos arredores, que não tivesse sido cortado tal como os que tinhamos visto antes.

Fico com uma dúvida: terá a autarquia de Sousel querido, com esta poda dos plátanos, poupar trabalho aos funcionários da limpeza? A queda das folhas exige mais esforço,  durante mais tempo, do que cortá-las todas de uma só vez.

Mas a consequência disto pode ser a morte das árvores, como já pude verificar noutro local.

 

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publicado às 09:28


4 comentários

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De carlosgil a 11.11.2007 às 01:18

Caro amigo:
Quem não vive neste região, naturalmente que não se apercebe dos problemas que envolvem, o tema a que V. Exa. se indignou. Plátanos podados. Para que tenha uma mínima noção do que aconteceu em sousel em dias de vendaval, colo-lhe o endereço de um post que publiquei no souselalentejo.blogs.sapo.pt. Certamente terá uma ideia diferente se lhe disser que , as árvores a que V. Exa se refere em dias de vento, chuva e vendaval, simplesmente são projectadas ramadas das mesmas, provocando danos em automóveis, casas, pessoas etc... Preso mais a vida humana que uma árvore. O endereço do post é o seguinte:
http://souselalentejo.blogs.sapo.pt/18943.html#comentarios

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De Pedro a 11.11.2007 às 13:59

Exmo Senhor Carlos Gil,

Nas noite de temporal os acidentes podem ocorrer, é certo. A única maneira eficaz de os evitar a 100% seria cortando todas as árvores...mas não só! Retirando todas as telhas dos telhados; retirando todos os andaimes das obras e as gruas; cortando todos os postes de electricidade e telefone, etc.

É muito bonito e produz um grande efeito vir para a "blogosfera" com frase do género: "Preso mais a vida humana que uma árvore". Sim, e aqueles que defendem uma correcta gestão do património arbóreo estão contra as vidas humanas!!!

Sabe qual é um dos principais problemas de Portugal...é que toda a gente tem opinião sobre tudo e toda a gente se julga "especialista" em todas as matérias!

As árvores são essenciais nas cidades e não apenas por efeitos estéticos. Renovam o ar e retiram da atmosfera gases poluentes, amenizam o clima e o efeito "ilha de calor" dos aglomerados urbanos (ainda para mais numa região como o Alentejo); ajudam à infiltração das águas pluviais, etc. etc,.

Tudo isto são evidências científicas. Tal como é uma evidência científica que uma poda mal feita é a principal responsável por acidentes como os que descreve, pois estas originam árvores debilitadas que produzem ramos frágeis que são mais facilmente arrancados durante temporais. Mas talvez o senhor saiba mais do que os especialistas na matéria como a Sociedade Portuguesa de Arboricultura.

E não deixa de ser estranho que nos Estados Unidos e no Norte da Europa, países afectados por temporais mais violentos e frequentes do que os do Sul da Europa, não exista a tradição de decepar as árvores como em Portugal. Serão ignorantes? Serão suicidas que não sabem que as "árvores grandes" caem? Terão serviços de protecção civil mais incompetentes que os portugueses? Já agora, porque não cairão as sequóias da Califórnia com mais de 100 metros...não estarão a necessitar de uma poda à portuguesa?

A verdade é apenas esta: a maioria das autarquias portuguesas não tem profissionais do sector a gerir estas situações; escolhem mal as árvores a plantar e depois resolvem a questão à "lei da moto-serra"; como se podar uma árvore, tal como qualquer tarefa técnica, não exigisse elevado saber técnico...ou como se podar oliveiras fosse o mesmo que podar um plátano ou um choupo.

E a consequência depois é a que se vê: árvores deformadas que produzem ramos que ao menor vento são projectados para a via pública. E a culpa é das árvores e não de quem as poda de forma incompetente! Conclusão brilhante...

Por acaso um serralheiro saberá fazer uma operação ao coração? Então porque é que qualquer pessoa saberá podar uma árvore? Isto dá que pensar!...

Ao contrário do que pensa, ser a favor das árvores não é ser contra as pessoas ou a sua segurança. Antes pelo contrário!

Deixe-lho apenas duas das muitas sugestões de leitura que lhe poderia deixar acerca deste assunto:

http://dias-sem-arvores.blogspot.com/search?q=deixem-nas+crescer

http://dias-sem-arvores.blogspot.com/search?q=coimbra


Com os melhores cumprimentos,
Pedro Santos, licenciado em Biologia
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De GIL a 11.11.2007 às 18:05

Caro amigo...Não respondo a provocações,.
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De GIL a 11.11.2007 às 21:15

Caro AMigo:
Não quero, não devo nem sequer estou interessado em defender a câmara Municipal. Pergunte à mesma porque cortou os plátanos...colo o endereço...
http://www.cm-sousel.pt/main.htm
GIL

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