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Estação de Marvão-Beirã

por Júlia, em 27.11.11
A Beirã é uma pequena localidade, sede da freguesia com o mesmo nome do concelho de Marvão. É um dos casos de um lugar que praticamente nasceu e se desenvolveu graças ao caminho de ferro e ao facto de ser a última estação antes da fronteira com Espanha. Antes da integração de Portugal e Espanha na União Europeia tinha importante função aduaneira e de controlo de viajantes, o que implicava a fixação temporária ou permanente de funcionários e, eventualmente, de suas famílias.
A estação dos caminhos de ferro é, sem dúvida, o monumento mais impressionante desta localidade. Impressiona pela sua dimensão, atendendo a que serve o ramal de Cáceres, de pequena extensão, embora se trate da via de comunicação menos distante entre as duas capitais ibéricas. Mas, impressiona também pelos belos painéis de azulejos assinados por Jorge Colaço. (ver história da estação)

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publicado às 08:43


7 comentários

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De Jorge Vicente a 27.11.2011 às 17:57

simplesmente maravilhoso o que nos trazes aqui!

um grande abraço de sintra
jorge vicente
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De Júlia a 28.11.2011 às 12:07

Agradeço a visita e o comentário.
Para mim também foi uma surpresa esta fantástica estação.
Abraço
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De João Renato a 29.11.2011 às 13:41

Olá, Júlia,
Além de estilo e beleza arquitetônica, o imóvel parece ter sido reformado, e aparenta boas condições.
Nos tempos atuais, tão rodoviários, é, infelizmente, estranho que a linha férrea ainda esteja em funcionamento.
Abraço,
João Renato.
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De Júlia a 30.11.2011 às 10:56

Olá João Renato,

Desde Fevereiro deste ano que deixaram de circular comboios de passageiros nesta linha. Só lá passam comboios de mercadorias.
O problema dos comboios em Portugal reside no facto de muitas linhas estarem desatualizadas, o que significa baixa velocidade. Por outro lado, o interior, como é o caso, tem vindo progressivamente a despovoar-se devido à deslocação das pessoas para as grandes cidades do litoral e o número de passageiros diminuiu muito. O transporte rodoviário ganhou maior importância graças à flexibilidade das carreiras.
A isto tudo acresce que a bitola da rede ferroviária de Portugal é diferente da espanhola, o que significa que tem sempre de haver transbordo na fronteira. Coisas do século XIX e das rivalidades centenárias entre os dois países...
Abraço
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De Luiz a 30.11.2011 às 20:38

Esta linha está condenada, por todas as razões e mais uma. É a bitola, é o traçado excessivamente sinuoso e lento, é a hegemonia do transporte rodoviário...
Por cá, estranha-se o encerramento das linhas férreas. Ali mesmo, em Espanha, não só se encerraram inúmeras linhas, como algumas nem chegaram a entrar em funcionamento.
As ferrovias são extremamente caras. As mais antigas são dificilmente recuperáveis para as exigências de velocidade dos tempos modernos.
Mas o transporte ferroviário é muito mais eficiente em termos de energia. Hoje, ainda não se tem isso muito em conta: o petróleo ainda não está suficientemente caro.
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De Júlia a 01.12.2011 às 11:09

Nunca andei neste ramal. As minhas viagens de comboio limitaram-se às linhas de leste e do norte. A última viagem que fiz foi entre Lisboa e o Porto. Mas ainda me lembro muito bem do que era viajar entre o Entroncamento e o Crato, naqueles comboios ronceiros que demoravam uma eternidade a percorrer uma distância que não é assim tão grande. E quanto a conforto, estamos conversados... Há muitos anos, na época de Natal, o comboio normal ia tão cheio que na Torre das Vargens uma boa parte dos passageiros teve de mudar para outra carruagem que mais parecia saída de um filme do farwest, tendo até gelo nas janelas.
Claro que não há nada de comparável com as carruagens que circulam entre Lisboa e Porto.
Os comboios tinham a vantagem, em relação às camionetas, de não se estar sempre sentado. A última viagem que fiz (no mês passado) numa camioneta expresso também não foi muito confortável porque apenas houve uma breve paragem a meio do caminho entre Campo Maior e Lisboa.
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De Joaquim a 04.01.2014 às 19:44

Vivi nessa terra (Beirã) entre 1963 e 1964 os meus pais eram funcionários da CP. Ainda hoje guardo recordações dessa linda terra e da sua estação. Já lá voltei e continuo a gostar da terra e daquela gente. Lamento profundamente terem acabado com aquela linha. Nessa localidade os carabineiros vinham beber um copo ao café da Virgínia.

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