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Sinais dos tempos

por Júlia, em 01.02.11

 

Numa área com algum povoamento disperso, em Alcaraviça, concelho de Borba, as antigas casas tradicionais encontam-se abandonadas, como é caso desta que exibe ainda a chaminé, com uma forma que se enccontra frequentemente nas casas desta região.

 

Desaparecendo a população, as escolas rurais deixam de ter préstimo. Um exemplar das escolas dos centenários, de sala única e com pátio coberto nas traseiras. Encimando a porta, o brasão do concelho de Borba.

 

 

NOTA (para os eventuais interessados): A partir de hoje e durante todo o mês de Fevereiro, as mensagens do meu outro blogue (Gambozino) serão dedicadas à comemoração do centenário do nascimento de Orlando Ribeiro.

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publicado às 08:17


5 comentários

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De Luiz a 01.02.2011 às 09:49

A escola da localidade onde vivo funcionou, nos seus últimos anos de actividade, apenas com um aluno. Depois de encerrada, a Câmara cedeu a sua utilização à associação recreativa local. São aí realizadas festas e outras actividades, tendo sido efectuadas muito pequenas adaptações nos anexos do edifício.
Por outro lado, encontra-se desta forma bastante bem conservado.

Infelizmente, nem todas as antigas escolas têm essa sorte e o mais certo é caminharem para a ruína.
É frequente verem-se as antigas escolas rurais com as cantarias de granito arrancadas e outras formas de vandalismo e depredação.
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De Júlia a 01.02.2011 às 11:48

Esta está praticamente isolada, paredes meias com uma igreja. Suponho que servia uma população bastante dispersas, sendo que a maioria das casas está abandonada. Parece-me que, neste caso, as possibilidades de reconversão são reduzidas. A própria igreja que tem indícios de ter sido recuperada não há muito tempo, tem sinais de ter sofrido já de algum vandalismo.
Também conheço casos em que antigas escolas foram recuperadas para outras funções, como centros de convívio para os mais idosos.
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De João Renato a 01.02.2011 às 12:29

Cara Júlia,
O prédio da Escola me chamou atenção pelas suas proporções equilibradas, e pelo cuidado e delicadeza na ornamentação arquitetônica:
As duas curvas delicadas que o desenho das telhas forma no beiral do frontão; o beiral com eira e beira; o desenho arredondado da porta; a pedra de cantaria da porta, talvez em mármore, seguindo a forma curva; as janelas que embora retangulares são encimadas por semi-círculos para seguir a forma da porta, e os pequenos triângulos com o vértice cortado abaixo das janelas.
Tudo indica que houve um projeto de construção elaborado. É uma pena que se perca.
Abraço,
JR.
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De Júlia a 01.02.2011 às 18:29

João Renato,
Estas escolas foram programadas por volta da década de 40 do século XX e são designadas por escolas do plano dos centenários para celebrar as datas de fundação do reino de Portugal e a Restauração da Independência (1143 e 1640). Obedeceram a um plano geral, embora adaptadas nas várias regiões.

As cantarias desta escola são em granito.

Pode ver outro modelo (embora a foto não seja muito boa) aqui:
http://entretejodiana.blogs.sapo.pt/19986.html

Um dos aspectos mais interessantes são os cataventos que existem ainda nalgumas delas.

Um dos exemplos de cataventos do Alentejo pode ser visto aqui: http://entretejodiana.blogs.sapo.pt/172404.html

Procuravam reproduzir as características de cada uma das regiões. Já vi outros modelos, mesmo no Alentejo.

Abraço


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De Júlia a 01.02.2011 às 18:33

De facto, a cantaria não é em granito...
A pedra da região é, de facto, o mármore. (Região Borba-Estremoz, onde existem mármores da melhor qualidade)

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