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Viagem pela Beira 4 - Almeida

por Júlia, em 26.09.14

Depois de algumas hesitações, a decisão foi rumar a Almeida. Havia uma grande curiosidade por se tratar de uma vila com fortificações seiscentistas, podendo ser comparada com outras similares que se encontram no Alto Alentejo.

A manhã estava fresca para um dia do mês de agosto.

A vila localiza-se em pleno planalto beirão. À chegada não se tem a noção da monumentalidade das fortificações que se encontram impecavelmente conservadas. Passada a porta de acesso, é com vagar que se deve percorrer o recinto muralhado, observar os edifícios militares  e a povoação que dentro se encontra.

A vila é pequena, mas muito interessante e harmoniosa. Felizmente parece não ter sofrido a doença do bota-abaixo para construir "moderno", como noutros lugares contribuiu para descaracterizar as povoações. O que se nota é um trabalho de recuperação do que existe.

 

ASPECTOS DA FORTALEZA

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publicado às 16:38

Não é o pelourinho original, mas uma réplica, uma vez que apenas existia uma peça da coluna ou fuste, bem visível na foto, distinguindo-se da nova pela cor do granito e pelo desgaste das arestas.
O enquadramento é que não é o melhor, com taipais das obras na praça e estacionamento de veículos.

 

 

 

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publicado às 12:22

Viagem pela Beira 2 - Ruas da Covilhã

por Júlia, em 11.09.14
Esta terá sido uma das ruas comerciais da cidade. Mas, como outras, a maior parte do que foram as lojas, está encerrada.
Uma das estreitas e íngremes ruas da parte mais antiga da cidade.

Porta de rua que não é porta de casa.

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publicado às 16:49

Viagem pela Beira 1

por Júlia, em 08.09.14

Parece confirmar-se uma certa atração por viajar para norte do Tejo. Confrontados com a oportunidade de uma escapadinha de fim-de-semana, a opção recaiu por terras de maior altitude, onde seria natural uma temperatura mais baixa que no Alentejo. A Serra da Estrela até nem fica muito longe e, em poucas horas, podemos chegar a uma cidade onde ficar. A partir daqui, muitas seriam as possibilidades de partir à descoberta. Mas uma coisa é planear, outra concretizar. 

No primeiro dia, depois de instalados e do almoço, ficámos por descobrir a Covilhã, cidade que não conhecia. Mas esta visita tem muito que se lhe diga porque subir e descer as íngremes ruas do núcleo mais antigo da cidade, deixa marcas, sobretudo nas pernas. Além disso, fazia algum calor, o que não é de estranhar, dada a exposição da encosta onde se estende o casario.

A primeira impressão não foi muito entusiasmante. Como todas as cidades, a parte antiga tem sido abandonada, privilegiando-se as novas áreas residenciais, onde também se têm instalado centros comerciais. A função residencial do centro perdeu importância e o comércio de característica mais tradicional desapareceu, em grande parte. Restam os serviços públicos, os museus e algumas igrejas, a maior parte fechadas.

 

IMAGENS DA ENCOSTA DA SERRA, A PARTIR DA COVILHÃ

 

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Os arredores da cidade, captados a partir de um banco do jardim público.

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publicado às 17:00

O fim de mais um ciclo...

por Júlia, em 02.09.14

No dia 26 de outubro de 2007, o Região em Notícias de Campo Maior publicou um texto meu que passo a transcrever:

 

A minha intervenção na cerimónia de inauguração do 1º ano de funcionamento da Academia de Aprendizagem e Cultura – Universidade Sénior de Campo Maior, trouxe-me a recordação do meu percurso profissional enquanto professora. Comecei a dar aulas a adultos no ensino particular. Mais tarde, já ensino oficial, durante alguns anos fui professora dos cursos nocturnos, destinados principalmente a adultos. Sentia-me particularmente confortável com estes alunos porque, tal como eu, por várias razões, não tiveram a possibilidade de frequentar a escola na idade considerada normal para o fazer. Compreendia a esforço que faziam para conseguirem aprender e atingir os objectivos que os tinham trazido de novo à escola. Por isso, orientava o meu trabalho no sentido de lhes facilitar essa tarefa. As motivações dessas pessoas eram várias: desde a necessidade de progredir nas carreiras profissionais, até ao interesse pelo saber.

 Na segunda metade da minha carreira profissional, voltei a trabalhar com adultos mas na formação pedagógica dos jovens candidatos a professores e também no processo de profissionalização dos professores, condição essencial para passarem da situação de contratados à de efectivos, integrados nos quadros das escolas.

A minha passagem pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação de Lisboa, na situação de requisitada, permitiu-me aprender muito sobre a profissão de professor e desenvolver competências particularmente úteis quando decidi regressar à escola secundária a que pertencia. Este regresso coincidiu com a criação dos centros de formação de associação de escolas. Candidatei-me ao centro de Loures e fui escolhida para o dirigir. Durante 13 anos organizei e geri a formação de professores e funcionários das escolas associadas. Este trabalho determinou que me dedicasse a uma constante preparação sobre temas educativos que a evolução do sistema exigia. Foram anos de uma aprendizagem intensiva. Encontrei, nesta caminhada, colegas que, tal como eu, consideravam a aprendizagem contínua uma necessidade para o desenvolvimento de uma profissão extremamente exigente e complexa, como é a de professor.

Mas, o ciclo fechou-se com a minha passagem à situação de aposentada. No entanto, sempre pensamos que os conhecimentos que adquirimos podem ainda ser importantes para os outros. Acompanhei de perto a criação da Academia dos Saberes – Universidade Sénior do Concelho de Loures, da iniciativa da autarquia local em colaboração com a Casa do Professor do Concelho de Loures, de que sou sócia. Se tivesse ficado em Loures estaria certamente a colaborar neste projecto e noutros da iniciativa da Câmara Municipal de Loures para os quais já tinha sido convidada.

No entanto, por circunstâncias da vida, vim para Campo Maior. Sendo um meio menos rico, considerei que seria fácil colaborar em projectos de interesse para a população e dentro das minhas capacidades. Porém, a minha colaboração não foi aceite nos projectos para que me disponibilizei.

Como é do conhecimento geral, na nossa idade é fundamental manter uma actividade intelectual como condição de qualidade de vida. Ora, nos nossos dias, é possível aprender, criar e comunicar utilizando tecnologias que estão à nossa disposição, bastando para isso dispor de um computador e de ligação à Internet. O que nesse domínio tenho feito, tem sido gratificante porque recebo um retorno muito positivo dos que vêem aquilo que vou produzindo.

Considerando tudo isto, não podia deixar de responder positivamente ao desafio que me foi lançado (pelo então provedor da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, Engº João Carrilho) para coordenar a Comissão Instaladora da AAC. Trata-se de pôr à disposição da população sénior de Campo Maior uma estrutura que pode permitir-lhes uma melhor qualidade de vida através da actividade física e intelectual. Vivemos numa sociedade em que tudo muda a grande velocidade e, para nos mantermos actualizados, precisamos de aprender durante toda a vida. Assim, com a valiosa contribuição de professores voluntários, os maiores de 50 anos podem frequentar, ao longo do ano, várias disciplinas. A oferta ainda não é tão vasta como desejaríamos, mas queremos começar dando passos pequenos mas seguros.

Além destas actividades, contamos realizar mensalmente pelo menos uma palestra e uma visita de estudo.

Espero sinceramente que esta iniciativa tenha sucesso e que possa contar com os apoios necessários para que venha a constituir um recurso útil para a população sénior de Campo Maior.

 

 

Passaram sete anos. A Academia cresceu, a oferta foi sendo diversificada, graças a novos voluntários que fomos agregando. Os objectivos definidos no início foram sendo concretizados. Mas a lei da vida é assim: tudo acaba um dia e este ciclo está cumprido.

Evidentemente que é o fim de mais um ciclo pessoal porque a instituição tem todas as condições para continuar. Com outras pessoas e, provavelmente, com outros objectivos.

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publicado às 13:47


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