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Entre Tejo e Odiana

por Júlia, em 15.05.08

Entre Tejo e Odiana...

 

Terra mãe de bem-querer!

Terra fecunda, rasa e lhana

                               do meu ser!

 

Entre Tejo e Odiana...

 

Abraço de imensidão,

Dolência de cante-chão.

Murmúrio de dor sofrida!

 

Eco de voz sarracena,

Brado de avó agarena,

Ai de princesa cativa!

 

Entre Tejo e Odiana...

 

Cheiro de terra lavrada!

Moiras, alfombras, searas.

Macelas, tomilho, xaras,

Orvalho de madrugada!

 

Afago d'oiro! Sol nascente!

Brandos silêncios derramam calma.

Beijo rubro, Sol poente,

Puros e ledos segredos d'alma!

 

Entre Tejo e Odiana...

 

              Terra mãe de bem-querer,

                    rasa e lhana do meu ser!

 

 

Este belo poema foi-me oferecido pela minha colega, professora aposentada, Cristiana Gama Guerra.

Como forma de lhe agradecer, disponibilizo-o para que todos os que me visitam possam também usufruir das belas palavras que ela usou para descrever poeticamente a nossa terra, o Alentejo.

 

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publicado às 11:11

Crato. Casa e chaminé

por Júlia, em 14.05.08

A chaminé da antiga fábrica de sabão faz parte do perfil da vila do Crato. Parece que os anos não passaram. Continua a ter no cimo o ninho de cegonhas que sempre lhe conheci. Fez-me recordar as incursões do grupo de crianças em que me integrava e que viamos consternados os cadáveres das pequenas cegonhas ainda sem penas que caíam do ninho e se estatelavam no chão.

Nessa altura, a casa ainda tinha vida. Agora, o ninho de cegonha na chaminé da casa indicia que ela se encontra abandonada.

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publicado às 10:36

Casa de Aldeia da Mata

por Júlia, em 13.05.08

Casa com cantaria de granito nas portas e janelas. Acho muito interessantes os suportes que ladeam as janelas e que, suponho, serviriam para colocar vasos de plantas. Estes elementos encontram-se também em casas antigas da sede do concelho, o Crato. 

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publicado às 08:43

Rua de Aldeia da Mata

por Júlia, em 12.05.08

Rua de Aldeia da Mata, no concelho do Crato.

 

Foi uma visita rápida que não deu para ver a povoação em pormenor.  Anteriormente tinha lá estado, mas sempre de passagem. Sabia que era uma aldeia relativamente grande, que nela coexistiam casas modestas e casas apalaçadas de famílias de fartos recursos mas que optavam por viver neste meio, próximo das suas propriedades rurais. Esta rua espelha ainda esta realidade.  A casa grande que se vê no lado esquerdo tem, na porta, uns puxadores muito interessantes que se podem ver aqui. 

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publicado às 08:42

Azinhaga

por Júlia, em 11.05.08

Azinhaga em Aldeia da Mata

 

Herdámos a palavra azinhaga do árabe az-zinaiqâ que significa "rua estreita". Aplica-se este conceito a caminho rústico, estreito, ladeado de muros.

Por detrás da nossa casa, situada no limite da vila, começavam as azinhagas. Era dos muros de pedra que se retirava o musgo que enfeitava o presépio, no Natal. Era também local de brincadeiras e de colheita de amoras das silvas. Pelas azinhagas caminhávamos em direcção às ribeiras e a algumas fontes.

Quando vim mais para o sul, estranhei que nesta terra, já dominada pelo latifúndio, não houvesse tapadas nem azinhagas. 

Num dia de Abril, de sol brilhante e quente, pude admirar esta azinhaga de Aldeia da Mata e recordar as azinhagas da minha infância.

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publicado às 08:26

Crato. Bairro Operário

por Júlia, em 10.05.08

Na estrada que liga o Crato a Alter do Chão, localiza-se este bairro operário. Faz parte do quarteirão ocupado pela antiga moagem, há muito tempo desactivada, e pelas grandes casas dos proprietários desta unidade industrial.

O bairro foi construido exactamente para ser habitado pelos operários da moagem.

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publicado às 08:40

Coretos 11

por Júlia, em 09.05.08

Coreto do Vimieiro, vendo-se também parte da igreja

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publicado às 08:27

Crato. Anta Grande do Tapadão

por Júlia, em 07.05.08

Não é difícil chegar até ao local onde se pode admirar este extraordinário monumento megalítico. Seguindo pela estrada que liga o Crato a Aldeia da Mata, existe sinalização bem visível anunciando a localização da anta. Está dentro de uma propriedade privada, separada da estrada por um muro de pedra. Na cancela de acesso está um aviso para que, quem entra, a deixe fechada por causa do gado que pasta na tapada.

O caminho entre a cancela e o sítio da anta pode ser percorrido de carro, mas não é tão longe que não possa ser feito a pé. Coroando um elevação do terreno podemos não apenas observar a anta, mas também uma bela paisagem que se estende para sul.

Há bastantes anos estive junto desta anta. Tinha dela a ideia de um monumento imponente, um dos mais completos e bem conservados que tinha observado, quer directa, quer indirectamente, através de fotografias inseridas em livros. Mas a memória tem destas coisas: agora pareceu-me mais monumental.

 

 Vista da parte lateral da anta. Um dos esteios está partido, encontrando-se no local a parte que se separou do resto que se pode ver ainda na base.

 

O corredor de entrada da anta, em parte ocupado por silvas.  É impressionante a dimensão do bloco de granito que tapa a parte superior da entrada da anta.

 

(Para ver em tamanho grande, clique aqui)

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publicado às 07:10

Elvas. Quartéis da Corujeira

por Júlia, em 06.05.08

 

 

Na rua íngreme com o nome dos Quartéis da Corujeira, estas antigas instalações militares, são ainda ocupadas para a função residencial. Casas de pessoas de fracos recursos e que se encontram em avançado estado de degradação. Observando estas casas dá ideia de que são constituídas por rés-do-chão e 1º andar, cada uma com a sua chaminé. Mas esta ideia é uma ilusão.

 

Vistas do vasto recinto contíguo ao castelo que serve de miradouro e observando o desenvolvimento do casario para Leste, distinguem-se claramente duas filas de chaminés e a entrada das casas que correspondem ao 1º andar das que abrem directamente para a rua.

Posso imaginar como será a qualidade das casas mas, sobretudo, das do rés do chão da Rua dos Quartéis da Corujeira, uma vez que me parece que as traseiras encostam à escarpa que vai até ao nível do 1º andar.

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publicado às 07:14

Elvas. Torre e cúpula

por Júlia, em 05.05.08

 

Torre e cúpula da Igreja de S. Pedro, cuja origem data de 1227. Um baluarte das muralhas da Restauração e, ao longe, a cidade de Badajoz.

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publicado às 08:12



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