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Jardins ideiais e jardins reais

por Júlia, em 09.04.07
Compro habitualmente e revista Jardins, a qual tem sido muito útil para saber quais os cuidados que devo ter com determinadas plantas e para colher algumas sugestões sobre o arranjos de jardins localizados em terraços.
Os exemplos ilustrados de arranjos de jardins são quase sempre muito bonitos, muito equilibrados, com mobiliário, plantas e flores espectaculares. Tentar levar à prática estas sugestões é um exercício que nem sempre resulta plenamente, dando muitas vezes origem a frustrações porque o esforço não é compensado, ou seja, a idealização que se fez não corresponde à realidade obtida.
Apesar de tudo, este ano consegui ter um jardim pleno de cor e bonito.
Gosto bastante de bolbosas, embora sejam plantas de curta duração. Na revista, os vasos e canteiros com estas plantas são espectaculares. As plantas aparecem todas com flores, compondo um quadro de diferentes cores e com espécies, por vezes, diferentes.
A minha experiência com estas plantas começou com anémonas e jacintos. Também plantei, no ano passado, gladíolos, mas, porque dão flor já em época de calor e como resistiram muito mal às elevadas temperaturas do terraço, desisti de voltar a plantá-los. Este ano plantei também túlipas.
O que aconteceu com os jacintos e as túlipas é que cada bolbo resolveu dar as suas flores em momentos diferentes. Se, por um lado, pude gozar de mais tempo da beleza destas flores, que duram relativamente pouco tempo, apesar de as ter colocado em local não muito exposto ao sol, não foi possível vê-las todas em conjunto, como aparecem na revista.
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A primeira túlipa que floriu. As outras estão ainda muito atrasadas.

É evidente que as fotografias das revistas são feitas a partir da composição de vasos ou canteiros com plantas criadas individualmente e aproveitas as que têm o mesmo nível de desenvolvimento. Muito diferente da situação de plantar os bolbos num vaso e esperar que se desenvolvam e floresçam.

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publicado às 15:16

Papoilas

por Júlia, em 06.04.07

Paisagem com papoipas

 

Papoila (Papaver rhoeas)

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publicado às 18:29

Monte alentejano

por Júlia, em 04.04.07

Os "montes" constituem um tipo de povoamento disperso característico do Alentejo. São o centro da exploração de grandes propriedades agrícolas. Geralmente, têm a casa "grande" onde os proprietários residem habitualmente ou em pequenos períodos do ano, casas destinadas aos trabalhadores permanentes e outras dependências relacionadas com a actividade agrícola ou pecuária: estábulos, armazéns para as alfaias, celeiros, etc.

 

 

Alguns deste montes são visíveis na paisagem porque se situam em sítios elevados. O exemplo que se apresentam é muito interessante porque as construções acompanham o ondulado do cimo desta elevação. Esta vista foi tirada de Oeste para Leste.

 

 

O mesmo monte, mas visto de Norte para Sul. É evidente a dimensão da área edificada e a extensão dos campos abertos, cultivados, que rodeiam o centro da exploração. Algumas árvores e outra vegetação espontânea surgem no cimo das elevações e nas encostas, em áreas de declive mais acentuado.

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publicado às 16:52

Paisagens no mês de Abril

por Júlia, em 03.04.07

 

Para observar uma paisagem não há como subir a um sítio elevado.

A Serra de Segóvia mais não é que uma elevação que se destaca na paisagem ligeiramente ondulada, culminando a 307 metros de altitude. Estende-se, na sua máxima largura, de Sudoeste para Este e apresenta vertentes dissimétricas. A orientada a Sudoeste tem um declive suave, enquanto a orientada a Este é bastante íngreme.

Nos anos 70 do século XX realizaram-se trabalho de escavação de um povoado pré-histórico. As estruturas que foram descobertas eram importantes na medida em que comprovavam a ocupação deste território desde épocas muito recuadas. Era um sítio importante porque apresentava condições ideais de defesa e, bem perto, água em abundância, uma vez que no sopé do monte corre o Rio Caia. As estruturas postas a descoberto na escavação foram entretando soterradas, numa medida para acautelar a sua preservação.

A partir da estrada que liga Elvas a Campo Maior é fácil subir a pé esta elevação. E à medida que a altitude aumenta, é possível ir observando aspectos da paisagem que passam despercebidos para quem não se aventura por estes caminhos. 

 

 

 

Vista a meio da encosta, com a estrada ainda bem próxima.

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Campos de cultura e pastagens. Canal de rega elevado que conduz a água da barragem do Caia para o respectivo perímetro de regadio. Algum povoamento disperso de que fazem parte  "montes" com as casas e outras construções, à volta das quais se organiza a exploração das herdades, e novas casas de quintas.  Ao fundo, à direita, divisa-se a cidade de Badajoz.

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Vista para Norte. Montado esparso e barragem do Caia. Ao longe, a Serra de S. Mamede.

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Campos de cultura e pastagens. No vale, a linha de árvores indica o percurso do Rio Caia. Ao fundo, à direita, avista-se Campo Maior.

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Tufos de vegetação que cobrem a serra, de que se destacam as oliveira bravas.

 

Marco geodésico no ponto mais alto da serra. Zambujeiros e giestas.

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publicado às 16:33

O meu jardim

por Júlia, em 01.04.07
 
O meu jardim não tem “chão”, nem canteiros. E isto por causa do modo como cresceu a vila, limitada pela cintura das muralhas. Como não era possível construir fora, as casas foram crescendo em altura e ocupando todos os espaços livres, como os quintais. Mas porque havia necessidade de arejamento e iluminação, ficaram alguns pátios interiores, geralmente pequenos e limitados por paredes bastante altas.
A primeira tentativa que fiz de ter plantas foi exactamente no pátio interior a que chamamos pomposamente de quintal. Está empedrado com calçada, de modo que a plantação foi feita em vasos. No entanto, as condições ecológicas deste espaço são muito peculiares: no Inverno não tem sol, no Verão é muito quente e tem pouco arejamento. Algumas das plantas não apreciaram este lugar. O aloendro desenvolveu uns ramos muito frágeis que se dobravam com muita facilidade; o loureiro, o limoeiro, os gerânios e o folhado nunca floriram. Estas e outras plantas como as primaveras e as azáleas sofriam frequentes ataques de pragas como as cochonilhas, os pulgões e as lesmas.
A vantagem da cultura em vasos é que permite transportá-los facilmente para outro lugar. Foi então que decidi mudar tudo para um dos terraços da casa, ao nível do 2º andar. Aqui há sol durante todo o ano e é bem arejado.
Se a mudança foi bem aceite por algumas plantas, foi fatal para outras.
O aloendro floriu durante todo o Verão. O folhado cobriu-se de flores na Primavera. O limoeiro começou a apresentar as suas flores odoríferas, apesar de ainda não ter conseguido frutificar. As Kalanchoe desenvolveram-se de modo que foram ocupando vasos cada vez maiores, florindo durante muito tempo.

Recanto do jardim, vendo-se os vasos de espargos, de jacintos e as anémonas que convivem no mesmo vaso de uma das Kalanchoe

 

A madressilva que não conseguia desenvolver-se, atingiu uma dimensão considerável e brindou-nos com as suas perfumadas flores.
Mas as azáleas não conseguiram suportar o calor do Verão. Também as dálias que plantei e que ainda apresentaram as suas primeiras lindas flores, depressa morreram, literalmente cozidas pelas altas temperaturas que se registaram no Verão passado. As bolbosas que resistem são as que dão flor na Primavera e estão colocadas à sombra, como os jacintos e as túlipas.
Depois desta selecção natural, e acrescentando com plantas resistentes à secura, consegui ter o meu jardim de vasos. Apesar de não ser fácil de organizar e de manter.
 

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publicado às 12:04

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