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Robínia

por Júlia, em 30.04.07

A robínia ou falsa acácia (Robinia pseudoacacia L.) é uma árvore originária do Leste da América do Norte e foi introduzida na Europa nos começos do século XVII. É uma árvore caducifólia de cresimento rápido e pouco exigente.

Quase todas as partes da robínia são tóxicas. Nos nódulos das raízes tem azotobactérias, sendo uma árvore de interesse para a reflorestação de baldios.

É frequente encontrar esta árvore nos taludes ao longo das estradas, nos jardins e outros espaços públicos. 

 

 

 

Uma robínia em plena floração

 

 

Flores da robínia

 

Fotos: 27 de Abril de 2007 

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publicado às 15:36

Notas sobre castelos

por Júlia, em 28.04.07

Ao longo da fronteira entre Portugal e Espanha encontram-se povoações fortificadas que asseguravam a soberania sobre os respectivos territórios, defendendo-os em caso de ataque por exércitos inimigos. Muitas tiveram várias fases de construção das suas defesas, consoante os acontecimentos que protagonizaram. Nalgumas das cidades e vilas portuguesas distinguem-se as fortificações medievais das que foram edificadas na Restauração.

As fortificações das terras portuguesas junto à fronteira, encontram-se em estado de conservação muito diferenciada. As que desempenharam até há menos tempo a função defensiva, como Elvas, estão muito bem conservadas. Noutras terras, o seu estado varia consoante o empenho e interesse em preservar o património histórico construído.

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Torre do castelo de Campo Maior. Apesar do seu aspecto indicar para que estas fortificações remontem à Idade Média, foram construídas no século XVIII. A destruição do castelo primitivo pelo rebentamento da torre de menagem, onde se encontrava o paiol de pólvora, devido à queda de um raio, determinou a sua reconstrução tardia.

 

 

 

Outra torre do castelo e o caminho da ronda.

 

 

Rampa de acesso à praça de armas do castelo.  Este foi objecto de obras de recuperação há relativamente pouco tempo.

 

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Praça de armas e porta.

 

 

Papoila entre as pedras da muralha de um forte da Restauração.

 

 

Pano de muralha de um dos fortes da Restauração. O seu estado de conservação é variável: nalguns troços encontra-se em bom estado, mas  noutros apresenta grandes rombos que vão sendo ocupados pela vegetação. Aqui, uma grande figueira  aproveitou um desses pontos de ruptura e vai contribuindo para a destruição da muralha com as suas raízes e o peso dos seus ramos.

 

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publicado às 19:48

Rosmaninho

por Júlia, em 26.04.07

O rosmaninho (Lavandula stoechas) é um pequeno arbusto ramificado que é frequente encontrar no Alentejo e é facilmente observado, sobretudo nos taludes à beira das estradas.

 

 

Rosmaninho em plena floração, junto a uma estrada. Alentejo, 21 de Abril de 2007. É das plantas por que tenho uma predilecção especial. Além da beleza que ostenta, tem uma perfume muito agradável.

 

 

Este é o romaninho que tenho num vaso no meu jardim. Também está em plena floração, mas é facil identificar as diferenças entre este e o do campo.  Neste, os ramos estão mais desenvolvidos, as folhas têm um tom mais acinzentado e as flores um roxo mais azulado. Tem uma boa exposição ao sol, mas a diferença está na qualidade do solo, na rega e nos fertilizantes.

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publicado às 15:36

Campos coloridos

por Júlia, em 24.04.07
 
Com a oscilação das situações meteorológicas – aumento gradual da temperatura do ar, e a sucessão de dias com sol intercalados por dias de céu nublado e, por vezes, a existência de precipitação – a paisagem apresenta modificações que se notam quase diariamente.
Este tempo, ainda não muito quente, convida a passear pelo campo. No entanto, nesta região de Elvas-Campo Maior, existe um problema para quem gosta de observar as paisagens rurais: grande parte dos terrenos está vedada, delimitando as propriedades, o que se justifica, em muitos casos, pela criação em regime extensivo de gado bovino. Mas, mesmo os caminhos carreteiros indicados nas cartas topográficas, nem todos são acessíveis porque também alguns deles foram vedados. Isto significa que a circulação é completamente livre apenas ao longo das estradas.
Aproveitando um desses caminhos que tem indícios de já ter sido barrado mas que agora está acessível, foi possível observar as paisagens que a seguir se ilustram.
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No dia 19 de Abril o céu estava encoberto por nuvens que ameaçavam trovoada. Neste campo sucediam-se as manchas brancas, verdes e azul arroxeado.

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As flores que, em grande número, conferiam a cor azul arroxeada à paisagem: soagem (Echium plantagineum)
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No dia 21 de Abril, com o céu apenas salpicado por algumas nuvens, as manchas de flores amarelas intrometiam-se na mancha azul que cobria a elevação.  Em primeiro plano, uma seara. A encosta é delimitada na base por uma cerca e os terrenos são área de caça. 
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Esta encosta, virada a Oeste, encontra-se em situação oposta à da foto anterior. Está cultivada, sendo notáveis os cambiantes da cor verde que revestem a encosta, salpicada por algumas azinheiras.

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publicado às 14:48

Dia Mundial da Terra

por Júlia, em 22.04.07
Hoje celebra-se o Dia Mundial da Terra.
No noticiário da Antena 1 foi referido, a propósito, a compra de áreas de floresta amazónica por milionários, com o objectivo de a preservar e contribuir para contrariar as consequências do aquecimento global.
……
Deu-se o caso de me terem informado do corte e abate de árvores na estrada que liga Vila Fernando a Barbacena, no concelho de Elvas.
Nas minhas idas e vindas de Lisboa, gostava muito de passar por esta estrada, apesar de ser relativamente estreita e com umas curvas traiçoeiras. No Verão era um autêntico oásis, com as árvores que ladeavam a estrada, muito frondosas e altas, com as copas a tocarem-se, formando um verdadeiro túnel de verdura. A maior parte destas árvores eram freixos (género Fraxinus) que teriam sido, provavelmente, plantados quando da construção da estrada.
Sabia que tinha havido um corte das árvores porque a estrada, a certa altura, tinha uma placa a avisar dos trabalhos que se estavam a realizar. Mas julgava que tinha sido apenas um corte para que os ramos não atrapalhassem a circulação automóvel.
As fotos seguintes ilustram o que foi feito.
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É este o estado em que se encontram as árvores que ainda permanecem de pé. Repare-se na grossura do tronco dos freixos, indicando serem árvores com muitos anos de vida.
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Grande parte dos freixos já foi abatida, como testemunha esta foto, tendo esta operação sido realizada há pouco tempo.
 
 .......
 
Na entrada de Barbacena existem dois freixos imponentes. Sentados num banco à sombra de um deles encontrei dois habitantes da aldeia e resolvi perguntar-lhes o que estava a acontecer com os freixos da estrada. Informaram-me que o abate das árvores tinha sido decidido pela Câmara Municipal de Elvas e não sabiam o fundamento desta decisão. Mais, que os freixos sob os quais se abrigavam dos raios solares, já fortes nesta altura do ano, seriam abatidos na próxima semana.
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Freixo que se encontra à entrada de Barbacena, no lado esquerdo da estrada (sentido Vila Fernando-Barbacena). No canto superior direito, algumas ramadas da árvore que se encontra no outro lado da estrada.
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O freixo que se encontra no lado oposto da estrada. São estes que serão abatidos na próxima semana.

 
.......
Haverá justificação para este atentado contra as árvores e contra o património que deveria ser de todos mas que está dependente de decisões de alguns?

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publicado às 14:57

Torre de igreja

por Júlia, em 20.04.07

 

As torres das igrejas constituem um dos elementos que se destacam nas paisagens urbanas.

Uma observação atenta mostra pormenores que as diferenciam.

  

 

Esta é uma torre única da igreja do convento de Santo António, em Campo Maior. Tem escrito em três das faces laterais "S. Bárbara". Esta santa era, ou é, invocada por altura das grandes trovoadas que atingem, por vezes, proporções assustadoras. Rezava-se então uma oração de protecção a Santa Bárbara. Havia uma que começava assim: "Santa Bárbara bendita que no céu estás escrita...."

 

Em http://culturapopular.no.sapo.pt/ encontrei esta reza:
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"Santa Barbara milagrosa se vestiu e se calçou seu pauzinho na mão pegou e senhor a encontrou e lhe disse:
Barbara onde vais?
- Senhor vou ao céu abrandar a trovoada que anda lá muito brava; manda-la para o monte do Rusmarinho onde não haja pão nem palha nem bafinho do menino."
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Bem a propósito, está uma tarde de trovoada.
 

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publicado às 14:09

Campo em Abril

por Júlia, em 18.04.07

Um passeio à albufeira do Caia permite ainda observar belos exemplares da flora.

Apesar de estar mais calor, ainda predominam os verdes e muitas plantas exibem as suas flores, proporcionando, por vezes, um espectáculo muito belo.

 

 

 

Azinheira (Quercus ilex) em plena floração, perto da margem da albufeira.

 

 

 

 

Pormenor da mesma azinheira, vendo-se os cachos de flores masculinas.

 

 

 

As giestas (Cytisus scoparius) estão cheias de flores.

 

 

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publicado às 16:10

Albufeira do Caia

por Júlia, em 16.04.07
Este ano tem chovido bastante. As barragens são um indicador importante da quantidade de precipitação, já que retêm parte da água que cai numa área da bacia hidrográfica do rio que as alimenta. No entanto, a variação do nível das albufeiras acontece seguindo o ritmo e as características do ano hidrológico.
Durante um passeio que fiz às margens da albufeira, ainda longe do paredão da barragem, foi possível verificar algumas alterações significativas.
 

 
Esta fotografia foi tirada no dia 2 de Fevereiro de 2007.
Acede-se a este local por um desvio na estrada nacional nº 371 (Campo Maior-Degolados), uma estrada que em tempos foi alcatroada, mas que se encontra em mau estado nalguns pontos do seu traçado. Nesta data ainda estava emersa, a água encontrava-se a um nível bastante abaixo do tabuleiro da ponte, sendo fácil passar de uma margem para a outra.
 
 
 

 

O mesmo local, no dia 15 de Abril de 2007. O nível da albufeira aumentou o suficiente para cobrir uma boa parte da ponte.
As chuvas de Abril também estão testemunhadas no verde da paisagem.

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publicado às 14:20

Campanários de capelas

por Júlia, em 13.04.07

 

Na paisagem urbana, as capelas apresentam elementos que, numa observação atenta, revelam aspectos de grande beleza. Aqui, contrastes de luz e sombra no branco imaculado da fachada, com o fundo azul de um céu limpo. Variedade de formas compõem um conjunto pleno de harmonia.

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O campanário da capela de um palácio.

 

Campo Maior, Abril de 2007

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publicado às 15:46

Oliveira, olivais

por Júlia, em 11.04.07
A oliveira (Olea europaea) tem origem na região mediterrânea e a sua expansão depende das condições ecológicas: prefere solos calcários, Invernos moderados e chuvosos, Verões quentes, secos e prolongados. Em Portugal, a maior área de olival encontra-se no Alentejo, em Trás-os-Montes e na Beira Interior. Nas terras altas, o seu limite situa-se, em geral, nos 600 a 800 metros de altitude. Não aprecia as regiões litorais, com os seus Verões húmidos e ventosos. As folhas, pequenas e duras, evidenciam a adaptação desta árvore à secura dos Estios.
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Cultura tradicional da região mediterrânea, contribuiu para a alimentação não só pelo fruto, as azeitonas adoçadas e temperadas com sal e ervas aromáticas, como pelo azeite. No Alentejo, era frequente os camponeses incluírem na sua dieta o pão com azeitonas, os pratos confeccionados com azeite, pão e ervas aromáticas.
Actualmente, o azeite é considerado um produto recomendado para uma alimentação saudável.
Na região de Elvas-Campo Maior é uma das principais culturas, estando ainda em fase de expansão.
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 .
 Esta foto ilustra uma forma tradicional de associar o olival e a vinha, geralmente em propriedades de média ou pequena dimensão. Era, e é ainda, uma forma de tirar maiores rendimentos da mesma superfície.

 

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A oliveira é uma árvore que resiste e é produtiva durante bastante tempo. As que se podem observar na foto são oliveiras velhas, com os seus troncos grossos e nodosos, tomando por vezes formas estranhas e dramáticas.
Foram recém podadas com o corte característico usado nesta região. Os ramos são cortados de modo a que a árvore se mantenha baixa e com a copa larga, de modo a facilitar a colheita da azeitona.
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Neste olival pode observar-se a geometria do plantio das oliveiras. São alinhadas em filas paralelas, facilitando assim o uso de máquinas agrícolas para procederem à lavra e à colheita mecânica.
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Nos Verões de maior secura, os proprietários dos olivais regavam as árvores, transportando a água em veículos e despejando uma certa quantidade junto de cada oliveira. Os modernos meios de regadio permitem a instalação de sistemas de rega desde que haja água disponível. Esta represa que retém a água de um ribeiro (Ribeiro do Judeu), serve para regar o olival que cobre a encosta da elevação, ainda não há muito tempo cultivada de cereais, mas cujo solo pedregoso foi entretanto ocupado por esta cultura arbórea.
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Na foto é visível o tubo de rega gota a gota junto à base do tronco desta oliveira de um olival relativamente novo. Estes sistemas  tornaram-se frequentes não apenas em olivais novos, mas também nos mais antigos.
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Esta é a imagem de um olival recentemente plantado (há cerca de uma ano), quase não se podendo distinguir as oliveira devido à vegetação que cresce ao longo dos tubos de rega, definindo linhas que contrastam com a cor avermelhada da terra recém lavrada.
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Só muito perto se podem ver as pequenas oliveiras.
(fotos: Abril de 2007)

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publicado às 14:06

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