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Flores amarelas

por Júlia, em 15.03.07

Flores de trepadeira na pérgola de um jardim

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publicado às 16:16

Olivença IV - A ponte da Ajuda

por Júlia, em 14.03.07
As comunicações de Olivença com outras terras portuguesas limítrofes foram sempre dificultadas pelo Rio Guadiana.
Até ao século XVI o transporte de pessoas e mercadorias era feito por barca. E esta era de tal modo importante que, no foral novo, concedido por D. Manuel em 1 de Junho de 1510, um dos capítulos estabelecia os direitos e deveres que Elvas e Olivença tinham sobre a barca.
No reinado de D. Manuel foi mandada fazer uma ponte fortificada a unir as duas margens do rio. A ponte da Ajuda, sempre que havia guerra, era destruída, voltando-se ao transporte por barca até à sua próxima reconstrução. Em 1668 foi reconstruída pela última vez e em 1709, durante a Guerra da Sucessão de Espanha, foi definitivamente destruída, podendo ainda ver-se o que resta dos seus arcos e fortificações.
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A velha Ponte da Ajuda, vista da margem direita do Guadiana

Já nos anos 70, havia da parte dos oliventinos o desejo de reconstrução da Ponte da Ajuda, não por razões sentimentais, mas na expectativa de que os fluxos que se viessem a estabelecer contribuíssem para o seu desenvolvimento.

A parte da ponte que se encontra na margem esquerda já foi objecto de obras, enquadradas no "Projecto de recuperação e reabilitação da Ponte Antiga da Ajuda para fins pedonais e turísticos". No entanto, este projecto não se concretizou.

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Ponte da Ajuda na margem esquerda, em parte recuperada pelos espanhóis

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Foi entretanto construída uma nova ponte que permite a ligação directa entre as duas margens do Guadiana, com ligação à cidade de Elvas.

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A nova Ponte da Ajuda, vista da margem esquerda do Guadiana

Neste local, o Rio Guadiana mostra já as consequências da construção da Barragem do Alqueva. Neste local, a corrente era muito tumultosa devido à irregularidade do leito do rio. Agora, as águas, mais calmas, espraiam-se para além do que eram as antigas margens.

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publicado às 16:33

Olivença III- Março de 2007

por Júlia, em 12.03.07
Depois dos anos 70, estive algumas vezes Olivença, uma das quais para participar num evento que se realizou numa magnífica sala da Torre de Menagem. Pude experimentar a subida de algumas das 17 rampas que dão acesso ao cimo da torre. Em cada uma dessas visitas, já se notavam mudanças significativas na cidade, quer no que respeita aos equipamentos sociais, quer ao crescimento da área urbana.
Estes dias soalheiros do mês de Março convidam a sair e a (re)descobrir terras e paisagens. Foi assim que surgiu a ideia de voltar a Olivença.
Tomando a estrada que sai de Badajoz, o caminho para Olivença permite observar a planura de campos bem cuidados e cultivados. Chegados aos arrabaldes, pode desde logo verificar-se o crescimento da cidade para Norte e para Oeste, articulado com as estradas que ligam a Badajoz e à nova ponte da Ajuda. Algumas indústrias, das quais se evidencia uma grande fábrica de móveis, e armazéns, surgem junto à estrada de Badajoz.
Desta vez, a visita concentrou-se no núcleo histórico que corresponde à cidadela medieval.
 

Igreja da Madalena
 
O largo fronteiro à Igreja da Madalena não é mais de terra batida. Foi pavimentado, parte com calçada portuguesa, dando outra dignidade ao monumento. O interior pode ser visitado porque existe uma pessoa que recebe os visitantes, os apoia fornecendo toda a informação necessária e que esclareceu que podíamos tirar fotografias, sem qualquer restrição. A igreja está muito bem cuidada e, nesta altura, já com imagens preparadas para a Semana Santa.
 
 

 Plaza de la Constituición
À esquerda, o palácio dos Duques de Cadaval
A Plaza de la Constituición, não é mais que um alargamento de uma rua onde que se situa o palácio dos Duques de Cadaval. Actualmente, não tem nada a ver com a antiga Plaza de España (com a democracia, mudou alguma toponímia). Foi pavimentada, parte com calçada portuguesa, arborizada e dotada de mobiliário urbano que não possuía.
Passando o arco contíguo ao palácio dos Duques de Cadaval e seguindo a rua do mesmo nome, encontra-se a Igreja de Santa Maria do Castelo.
 
 

Igreja de Staª Maria do Castelo
 
Tal como na Igreja da Madalena, também foi possível visitar esta igreja, admirar o seu interior e observar os preparativos para a Semana Santa. É interessante analisar as características das imagens de santos que reflectem, umas, a origem portuguesa e, outras, já o gosto espanhol.
 

Entrada para o castelo e museu etnográfico
À direita, a base da Torre de Menagem.
À esquerda, os vestígios nas muralhas das construções que foram demolidas.
 
É neste espaço que se notam grandes mudanças. Nos anos 70, o espaço compreendido entre a igreja e as muralhas estava quase todo ocupado com casas que escondiam parte deste conjunto monumental. Essas casas foram demolidas e um amplo largo cuidadosamente pavimentado permite admirar toda a beleza do conjunto.
 

Largo em frente da Igreja de Stª Maria do Castelo.
 
 
Aqui vale a pena visitar o Museu Etnográfico González Santana. Foi instalado num edifício do século XVIII, anexo ao castelo. Ocupa dois andares do amplo edifício, tem um acervo considerável que ilustra a riqueza da cultura oliventina. Também aqui foi possível fotografar uma peça rara, exposta como o destaque do mês, uma roda de expostos  (ver).

Pátio interior do castelo e de acesso ao Museu Etnográfico
A diferença da hora legal pregou-nos uma partida, não permitindo a visita à Torre de Menagem. Ficará para outra ocasião.
Saindo para a Rua Ruperto Chapí e virando à direita, pode ver-se parte do fosso que contornava a cidadela medieval, recuperado recentemente. Daqui pode também observar-se o imponente edifício do Quartel de Cavalaria que foi recuperado para ali funcionar uma escola, mas que agora está ocupado pela Universidade Popular, destinada a adultos.
 

Arcadas do edifício do Museu Etnográfico
O rés-do-chão do edifício do museu etnográfico é agora um espaço de arcadas, visto que foram demolidas as paredes que escondiam esta estrutura.  
   

                                                                                                                         
Muralha e Porta de Alconchel
Atravessando as arcadas, acede-se a um espaço amplo, com a muralha exterior visível, na qual se abrem as Portas de Alconchel. Também aqui se procedeu a obras de limpeza, demolindo as casas que escondiam a muralha.

Porta de Alconchel
Entrando na rua iniciada com as Portas de Alconchel, pode ainda ver-se a porta lateral da Igreja de Santa Maria do Castelo, em estilo manuelino, e, à esquerda, a rua que termina no que resta das Portas dos Anjos.
 

 Porta lateral da Igreja de Santa Maria do Castelo
 
Deambulamos ainda pelas ruas de Olivença, à hora da sesta completamente desertas, contrastando com o movimento da manhã.
 

 Calle Espiritu Santo à hora da sesta.
Ao fundo, as Portas dos Anjos
Vale a pena fazer esta visita. E muito mais há para ver.
Olivença é um exemplo de cuidado e preservação do património de uma terra que, no dizer de um folheto turístico, “não esquece e honra, muitas das interessantes e valiosas tradições herdadas outrora, da vizinha nação portuguesa”.

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publicado às 10:06

Conheci Olivença nos finais dos anos 70 do século passado. Na parte antiga da povoação, cingida pelas muralhas seiscentistas, muitas casas apresentavam uma traça nitidamente portuguesa, como o conjunto que se encontra frente à Igreja de Santa Maria, o palácio dos Duques de Cadaval (ocupado pelo Ayuntamiento) com a sua porta manuelina, o edifício da Misericórdia (a única existente em Espanha) e outras casas importantes como a da Condessa de Marialva. A existência de elevado poder económico de algumas pessoas, manifestava-se na opulência de alguns edifícios.
Nesta altura, notavam-se já algumas alterações no conjunto urbano, sobretudo nas ruas com função comercial predominante, com casas com um estilo arquitectónico mais de acordo com o gosto espanhol. Nestas, podiam ver-se as “cristaleras” ou “miradores” (varandas envidraçadas), raras em Olivença, onde são designadas por “balcones”.

Planta de Olivença - Anos 70
A expansão da cidade fez-se à custa da destruição de um troço da muralha seiscentista, entre o baluarte de S. Francisco e o baluarte da Cortadura. Este baluarte foi aproveitado para nele instalar a praça de touros. O bairro periférico, de construção modesta, espelhava o fraco desenvolvimento da cidade, A agricultura e a pecuária eram as principais actividades. Havia uma forte emigração devido à falta de novos empregos.
Era, de facto, uma cidade que apresentava sinais evidentes do abandono e certo ostracismo a que, provavelmente, fora votada pelo regime franquista, a exemplo de outras terras da Extremadura. A Igreja da Madalena estava rodeada por um largo de terra batida, o que conferia a este local um ar de desolação. No entanto, notava-se já alguma intenção de alterar a situação, com a recuperação de antigos edifícios, como o imponente quartel de cavalaria, para nele instalar uma escola.
Vestígios do período português ainda perduravam no folclore, em certos usos e costumes e no falar dos oliventinos. O português era ainda falado pelos mais idosos e nos estratos sócio-económicos com mais baixo nível de escolaridade. Mas, mesmo os que só falavam o castelhano, entendiam perfeitamente o português e distinguiam-se pela entoação e por usarem palavras e expressões de origem portuguesa, incompreensíveis para os espanhóis de terras vizinhas.

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publicado às 16:55

Olivença I - Um pouco de história

por Júlia, em 09.03.07
A antiga vila de Olivença situa-se na margem esquerda do Guadiana. O seu território, situado numa vasta planície, com uma altitude média de 200m, eleva-se gradualmente para sudeste, apenas cortado por algumas elevações, a mais importante das quais culmina a 610 metros de altitude.

O sítio de Olivença é plano, ao contrário de outras vilas de fronteira, como Elvas e Campo Maior, que estão alcandoradas no cimo de montes. Integrada num corredor de fácil invasão pelo exército castelhano, a defesa da fortificação era complementada com a existência de seis atalaias que, estrategicamente colocadas em locais mais altos, serviam de postos de observação e vigilância.
Foi pelo Tratado de Alcañises, celebrado em 1297 por D. Dinis, que o território de Olivença passou para a coroa portuguesa. Foi este rei que lhe concedeu a primeira carta de foral e a mandou fortificar. O século seguinte foi de insegurança, tendo sido ocupada pelos castelhanos durante 34 anos.
A fortaleza foi restaurada e melhorada por D. João II. Construiu-se a torre de menagem que ainda hoje domina a povoação.
No reinado de D. Manuel I foi construída a imponente igreja de Santa Maria Madalena, de estilo manuelino, mas com alguns elementos de construção posterior, como o portal renascentista e a decoração do interior, com azulejos azuis e brancos figurativos do século XVIII e exuberante talha dourada nos altares. A Igreja de Santa Maria do Castelo é mais recente e foi construída no século XVI sobre a antiga igreja medieval.
No século XVI Olivença conheceu um período de prosperidade. Além da agricultura, a população ocupava-se ainda de outros ofícios como a tecelagem, a olaria e o trabalho do ferro.
Tal como aconteceu a outras terras de fronteira, novas fortificações foram erguidas após a Restauração. A cidade foi rodeada por uma cintura de muralhas de forma poligonal, irregular, com nove lados, nove baluartes e oito revelins. Nela se abriam três portas: a do Calvário (a única que ainda existe), a de S. Francisco e a Nova. Tornou-se uma das melhores praças fortes do Alentejo, com importantes instalações para a guarnição militar.
A 2 de Março de 1801 a Espanha declarou guerra a Portugal e a 20 de Maio as tropas espanholas invadiram o Alentejo. Olivença rendeu-se. A 6 de Junho foi assinado o Tratado de Badajoz, no qual Portugal reconheceu a soberania de Espanha sobre o território de Olivença e se fixou a fronteira no rio Guadiana. Este tratado foi considerado nulo na Conferência de Paris, de 30 de Maio de 1814, à qual Portugal não enviou nenhum delegado. Durante o século XIX ainda houve algumas tentativas para conseguir o retorno de Olivença para a coroa portuguesa, mas sem qualquer êxito. Este diferendo justifica o facto de, nos mapas de Portugal, não existir uma demarcação da fronteira no troço do rio Guadiana que correspondia ao termo de Olivença.

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publicado às 16:33

Sítio arqueológico de Stª Vitória

por Júlia, em 06.03.07

Entre Elvas e Campo Maior, encontra-se o sítio arqueológico de Santa Vitória. Na estrada não existe qualquer indicação. Para os visitantes interessados, um miradouro construido em aço e os depósitos de água, podem servir de referência à estrada que dá acesso a este sítio.

A partir da estrada principal, para quem vem de Elvas e já próximo de Campo Maior, vira-se à esquerda e segue-se por um caminho de terra batida até ao cimo do monte que culmina a 312 metros de altitude.

Desde logo, pode admirar-se a paisagem em redor. São campos a perder de vista, ora ocupados por olivais, com as árvores rigorosamente alinhadas, ora campos abertos que são (ou foram) searas de trigo. Para Nordeste, estende-se, bem perto, a vila de Campo Maior. Para Sudoeste pode observar-se uma série de elevações, algumas com um passado arqueológico: a Serra de Segóvia com o seu castro com vestígios de ocupação durante os períodos do Ferro e Romano e o Castelo de Elvas por onde passaram populações do ferro, romanas, visigólticas, muçulmanas e cristãs. Na elevação que domina este sector, distingue-se claramente o Forte da Graça. Para Leste espraia-se a planície do Guadiana e a cidade de Badajoz.

O sítio arqueológico de Stª Vitória foi ocupado durante o III milénio a.C.

No alto do miradouro pode encontrar-se uma nota interpretativa do conjunto do sítio, bem como uma reconstituição do que teria sido esta estrutura quando da sua ocupação pelo homem.

 

Aspecto geral do sítio arqueológico, vendo-se um silo e o fosso.

 

Pormenor do fosso talhado na rocha

 

Silos escavados na rocha

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publicado às 16:15

Tarde de Inverno

por Júlia, em 04.03.07

Foto 1

Tarde de final do Inverno. O Sol e a temperatura agradável convidavam ao passeio. O campo estava verde e ouvia-se o murmúrio de água a correr, num local onde antes houve uma horta e que tem ainda o poço e um tanque a testemunhar essa antiga ocupação. Mas, à medida que me aproximava, a estas sensações visuais e auditivas, começou a juntar-se um cheiro nauseabundo. Afinal o regato não era mais do que um esgoto a céu aberto.

 

Foto 2

 

Na origem dessa nova sensação olfactiva estava um cano que debitava um líquido leitoso, em contraste evidente com uma corrente de água cristalina que para ele confluia. Na parte inferior da foto 2 vê-se a água limpa, deixando ver o fundo de pedras (cor escura), entrando no líquido leitoso que corre do cano e que alimenta o regato da foto 1.

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publicado às 18:01

Leitura de jornais

por Júlia, em 03.03.07

No semanário Expresso de hoje, dois artigos me despertaram atenção especial.

1. O de Miguel Sousa Tavares, intitulado "Interesse Nacional ou o Saque de Portugal". Com a acutilância que lhe é habitual quando escreve sobre problemas ambientais, refere os riscos que decorrem da nova figura jurídica - PIN (Projecto de Interesse Nacional) -, que vai permitir a aprovação de projectos, mesmo que possam desrespeitar os Planos de Ordenamento do Território. Na prática, constituem excepções aos POT, podem levar a que sejam ocupados com empreendimentos turísticos e imobiliários, terrenos que estão classificados de Reserva Agrícola, de Reserva Ecológica ou mesmo pertencentes à Rede Natura 2000. Parece que as consequências da especulação desenfreada e da ocupação de áreas que deviam ser preservadas não serve de lição para quem decide.

2. O de Clara Ferreira Alves, intitulado "Espinha e o osso", na revista Única, de que se transcreve o seguinte:

"Um dos postos onde a cobardia e a fraqueza são premiados é a política. Não a política em todo o seu esplendor, e sim a pequena política, desenhada em rumores de bastidores e intrigas destinadas à salvaguarda da criadagem e à manutenção do poder. Foi há muito tempo que a política deixou de nos convencer da visão romântica e do desígnio social e há muito tempo percebemos que não é a ideologia que molda a consciência e a consciência que vigia o exercício da autoridade".

Esta introdução serve para Clara F. Alves falar do caso da deputada Ana Gomes e da sua posição de independência, assumindo as suas opiniões e convicções.

Diria que a nível local, apesar de vivermos num regime democrático, há sectores onde os pequenos e os grandes caciques procuram silenciar os que deles dependem, sobretudo se essa dependência tem a ver com a sobrevivência das pessoas. Os pequenos e grandes tiranos não leêm pela cartilha das modernas teorias das organizações, que consideram as pessoas como factor chave do desenvolvimento. Para eles, as pessoas não são "colaboradores", mas dependentes que devem obedecer acriticamente a todas as ordens. E não podem ser vozes discordantes, porque pagarão caro tal atrevimento.

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publicado às 18:10

Flores do meu jardim

por Júlia, em 03.03.07

Alecrim em flor

Com o aproximar da Primavera, as plantas começam a florir. As primeiras flores do alecrim, Rosmarinus officinalis, pequenas e discretas mas odoríferas.

 

Viburno - Um cacho de flores

O Viburno tinus, vulgarmente designado por folhado, é um arbusto de folhas persistentes, verdes escuras e brilhantes na página superior. Na extremidade dos lançamentos com folhas situam-se chachos de flores terminais que desabrocham no final do Inverno e na Primavera.

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publicado às 17:53

Abrilongo

por Júlia, em 01.03.07
Depois de uma visita a Ouguela, vale a pena seguir pela estrada que conduz a Degolados. É uma estrada estreita, com pouco movimento e mal assinalada. Ao passar pela ponte da Ribeira de Abrilongo, pode observar-se, nesta altura do ano, o forte caudal. Percorrendo com vagar esta estrada, é possível ver e ouvir algumas aves (garças, melros, abibes, algumas águias). Nas propriedades, cercadas, predomina a exploração de gado bovino que pasta tranquilamente por entre o montado de azinheiras.

 Montado esparso de azinho. Propriedade cercada.
Chega-se à Barragem de Abrilongo seguindo um desvio à direita. A indicação da existência da barragem não está na estrada principal, mas na que lhe dá acesso.
 
Esta barragem foi construída na ribeira do mesmo nome, que é afluente do Rio Xévora, estando estas terras integradas na bacia hidrográfica do Rio Guadiana. Faz parte do plano de aproveitamento hidroagrícola do Xévora e foi construída ao abrigo de um Projecto de Cooperação Transfronteiça com a Espanha. Pretendia-se, com esta barragem, introduzir culturas de regadio numa área predominantemente de montado.

Uma das ramificações da albufeira de Abrilongo

No entanto, a barragem está situada na Zona de Protecção Especial (ZPE) de aves selvagens de Campo Maior que inclui o grou (migrante) e aves estepárias como o sisão e a abetarda. Este facto mereceu uma advertência a Portugal por parte da Comissão Europeia que considerou que não foi salvaguardada a ZPE contra os efeitos dos sistemas de irrigação sobre as aves.
A albufeira, que não é muito grande, tem uma riqueza paisagística notável. À volta apenas a casa de um monte. Não podendo cumprir a função para que foi construída – a rega – serve agora para ser admirada e para fruição por pacientes pescadores.
Esperemos que as pessoas que venham a usufruir deste fantástico local o preservem como ele e nós merecemos. Porque muita gente considera que pode usar e sujar, deixando lixos sem qualquer preocupação pelas consequências que esta falta de educação (ambiental) pode causar.
Que não seja possível ver as imagens recolhidas na barragem do Caia.

Barragem do Caia. Poluição da água.

 

Margens da Barragem do Caia.

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publicado às 15:10

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