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Paisagem alentejana

por Júlia, em 30.01.07

 

 

Seara com azinheira

Saramago escreveu: "O que há mais na terra, é paisagem. Por muito que do resto lhe falte, a paisagem sempre sobrou, abundância que só por milagre infatigável se explica, porquanto a paisagem é sem dúvida anterior ao homem, e apesar disso, de tanto existir, não se acabou ainda. Será porque constantemente muda: tem épocas no ano em que o chão é verde, outras amarelo, e depois castanho ou negro. E também vermelho, em lugares , que é cor de barro ou sangue sangrado." (Levantado do Chão).

Há muito anos, dizia um camponês de Penacova que o Alentejo era uma terra formidável, de vastos horizontes. Contrastava com a sua estreita terra de cultura, nas margens do Mondego, enquadrada por encostas que lhe limitavam drásticamente o horizonte.

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publicado às 16:52

gerânio vermelho

por Júlia, em 24.01.07

 

 

As vulgares sardinheiras são plantas que podem apresentar flores todo o ano, como é o caso desta, cultivada em vaso.

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publicado às 15:22

monodocência no 2º ciclo

por Júlia, em 16.01.07

Foi anunciado pelo Ministério da Educação a intenção de prolongar o regime de monodocência ao 2º ciclo do ensino básico.

Reacção dos sindicatos a que já estamos habituados: são contra. E aduzem razões que já ouvimos relativamente a outros assuntos da educação: é diminuir a qualidade do ensino, etc..... como se existisse uma grande qualidade...

Nos argumentos que ouvimos nenhum responde a esta questão: o que é melhor para as crianças que frequentam este ciclo? (Não nos podemos esquecer que entram no 2º ciclo crianças com 9 ou 10 anos).

Será que após um 1º ciclo com um único professor, não vão ter dificuldade em enfrentar um ciclo com oito ou mais professores?

No Jornal da 13 horas da SIC foi entrevistada uma professora da Escola da Vialonga que achou que a medida até nem estava longe das práticas da escola, porque já adoptaram a orientação da tutela e os professores leccionam por área curricular e não por disciplina. Felizmente que algumas escolas têm professores e, sobretudo, uma direcção que pensa os problemas dos alunos.

 

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publicado às 17:25

Neve

por Júlia, em 15.01.07

No dia 29 de Janeiro faz um ano que o Alentejo se apresentava coberto de um manto de neve. Nas azinheiras as folhas competiam com os flocos brancos. Espectáculo pouco frequente mas de uma beleza fantástica.

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publicado às 16:05

indisciplina 2

por Júlia, em 14.01.07

Voltando ao conteúdo do documentário da SIC Notícias. Indisciplina sempre houve nas nossas escolas. Mas, parece-me, também sempre houve a tendência para "varrer o lixo para debaixo do tapete". Não convinha admitir, em muitos casos, que professores ou determinadas escolas tinham este problema. Sempre se procurou que todos "ficassem bem na fotografia".

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publicado às 12:20

indisciplina

por Júlia, em 09.01.07

As imagens do programa "Toda a Verdade" da SIC Notícias de ontem são chocantes mas elucidativas do que se passa em muitas escolas, não só inglesas. Recordem-se as imagens recolhidas pela RTP numa escola dos arredores de Lisboa, no ano passado. Não eram muito diferentes daquelas. São situações em que alunos não só não querem aprender, mas que se caracterizam por atitudes marginais (ou será delinquentes?)

O mais chocante ainda é a classificação das escolas que se desvenda no programa. Camuflar realidades não contribui para resolver os problemas.

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publicado às 16:40

flores de inverno

por Júlia, em 08.01.07

 

Não é so na Primavera que as flores nos enchem os olhos com a sua beleza. No Inverno há plantas que nos oferem um espectáculo maravilhoso de vida e de cor.

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publicado às 15:15

sucesso 1

por Júlia, em 08.01.07

Pretende-se, todos pretendem, ver reduzidas as taxas de insucesso escolar de modo que se aproximem dos valores que apresentam noutros países, nomeadamente nos países europeus. É muito constrangedora a nossa situação em termos de escolarização quando comparados com outros países nossos parceiros na União Europeia. E muito pior quando pensamos nas consequências desta situação para o desenvolvimento do país.

Temos uma realidade muito dual: por um lado pessoas altamente qualificadas que podem competir com qualquer outra seja de que país for; por outro, uma massa enorme de pessoas com poucas qualificações, que mais não podem ser que trabalhadores indiferenciados.

O sucesso educativo depende de muitos factores. À partida depende da vontade de aprender dos alunos. A motivação para aprender pode existir na pessoa, sem qualquer estímulo exterior. Deste modo, torna-se fácil atingir o sucesso, o que acontece com grande parte dos bons alunos.

Outros há que necessitam de ser motivados para aprender. Esta motivação pode nascer em casa, seja porque estão integrados em famílias com elevado grau de instrução, seja porque a família tem elevadas expectativas sobre os efeitos da educação em termos sociais e profissionais. Mas se as famílias não estimularem as crianças e os jovens para a necessidade de aprender? Creio que, neste caso, tem de haver campanhas que mostrem os efeitos para o futuro dos jovens de uma instrução reduzida e insuficiente. Os pais têm uma responsabilidade de que não se podem escusar. As acções de esclarecimento poderiam ser da iniciativa estatal, embora acções centradas nas escolas e dirigidas às comunidades locais também fossem importantes, dado o factor proximidade e conhecimento da realidade de cada uma.

Mas a motivação também pode ser desencadeada na escola, através das práticas profissionais dos professores, bem como por influência do grupo de amigos. Nestes casos, os alunos beneficiam de contextos favoráveis ao sucesso.

 

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publicado às 14:33

Rosas

por Júlia, em 04.01.07

Rosas de papel. Que não têm cheiro, mas que não têm uma vida tão efémera como as verdadeiras rosas. Alegram-nos a casa.

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publicado às 11:09

Não servirás a dois senhores...

por Júlia, em 03.01.07

Volto à questão da gestão das escolas.

Se os conselhos executivos são eleitos pelo pessoal docente e não docente das escolas é natural que procurem corresponder às expectativas de quem os elegeu. As caracterísitcas destes podem variar muito no que respeita ao profissionalismo.

- Podem predominar os profissionais empenhados, que têm a nítida compreensão da sua missão (não confudir com missionários...), ou seja, da razão pela qual estão a trabalhar numa escola - o sucesso educativo dos alunos. Encaram a profissão como um processo dinâmico, que é preciso rever constantemente, em função dos diferentes alunos com que têm de trabalhar. Consideram o conhecimento da sua área específica e uma boa relação pedagógica como factores importantes que facilitam o processo de aprendizagem dos alunos.  A formação é fundamental, na medida em que contribui para enriquecer o elenco de estratégias facilitadoras da sua actividade docente, bem como proporcionar momentos de reflexão sobre o trabalho realizado.

- Mas também podem predominar as pessoas que encaram a actividade docente com menos profissionalismo, que se interessam pouco por evoluir, que não conseguem ter uma boa relação com os alunos... que ensinam sem se importar com a aprendizagem. São simples burocratas que cumprem mais ou menos os horários e procuram que os incomodem o menos possível.

Mas os conselhos executivos também são os representantes do Ministério da Educação nas escolas. E é sua obrigação cumprir e fazer cumprir as leis e directivas.

A questão que se põe é se estes "dois senhores" têm objectivos coincidentes. Pelo que já se disse, depende das características de  cada escola.

Há escolas que conseguem acompanhar ou mesmo antecipar as mudanças fundamentais ao seu bom funcionamento, respondendo às necessidades da sociedade; outras dificilmente conseguem evoluir.

As primeiras, conseguem avaliar-se, resolver problemas e envolver as pessoas  nas estratégias de mudança - têm líderes que motivam e tomam decisões. Quanto às segundas, não têm essa capacidade. Limitam-se a "gerir" o dia a dia, sem uma perspectiva de gestão estratégica e sem uma assunção clara do que é a missão da escola.

Veja-se como as escolas resolveram o problema das aulas de substituição. Algumas investiram em projectos que proporcionam um enriquecimento dos alunos, outras limitam-se a "gastar" o tempo sem qualquer objectivo educativo.

O Presidente da República, no seu discurso de Ano Novo, desejou ver resultados no que respeita à educação.

Pergunto: Qual a estratégia do ME para a gestão das escolas?

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publicado às 10:53


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