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Oliveira, olivais

por Júlia, em 11.04.07
A oliveira (Olea europaea) tem origem na região mediterrânea e a sua expansão depende das condições ecológicas: prefere solos calcários, Invernos moderados e chuvosos, Verões quentes, secos e prolongados. Em Portugal, a maior área de olival encontra-se no Alentejo, em Trás-os-Montes e na Beira Interior. Nas terras altas, o seu limite situa-se, em geral, nos 600 a 800 metros de altitude. Não aprecia as regiões litorais, com os seus Verões húmidos e ventosos. As folhas, pequenas e duras, evidenciam a adaptação desta árvore à secura dos Estios.
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Cultura tradicional da região mediterrânea, contribuiu para a alimentação não só pelo fruto, as azeitonas adoçadas e temperadas com sal e ervas aromáticas, como pelo azeite. No Alentejo, era frequente os camponeses incluírem na sua dieta o pão com azeitonas, os pratos confeccionados com azeite, pão e ervas aromáticas.
Actualmente, o azeite é considerado um produto recomendado para uma alimentação saudável.
Na região de Elvas-Campo Maior é uma das principais culturas, estando ainda em fase de expansão.
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 Esta foto ilustra uma forma tradicional de associar o olival e a vinha, geralmente em propriedades de média ou pequena dimensão. Era, e é ainda, uma forma de tirar maiores rendimentos da mesma superfície.

 

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A oliveira é uma árvore que resiste e é produtiva durante bastante tempo. As que se podem observar na foto são oliveiras velhas, com os seus troncos grossos e nodosos, tomando por vezes formas estranhas e dramáticas.
Foram recém podadas com o corte característico usado nesta região. Os ramos são cortados de modo a que a árvore se mantenha baixa e com a copa larga, de modo a facilitar a colheita da azeitona.
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Neste olival pode observar-se a geometria do plantio das oliveiras. São alinhadas em filas paralelas, facilitando assim o uso de máquinas agrícolas para procederem à lavra e à colheita mecânica.
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Nos Verões de maior secura, os proprietários dos olivais regavam as árvores, transportando a água em veículos e despejando uma certa quantidade junto de cada oliveira. Os modernos meios de regadio permitem a instalação de sistemas de rega desde que haja água disponível. Esta represa que retém a água de um ribeiro (Ribeiro do Judeu), serve para regar o olival que cobre a encosta da elevação, ainda não há muito tempo cultivada de cereais, mas cujo solo pedregoso foi entretanto ocupado por esta cultura arbórea.
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Na foto é visível o tubo de rega gota a gota junto à base do tronco desta oliveira de um olival relativamente novo. Estes sistemas  tornaram-se frequentes não apenas em olivais novos, mas também nos mais antigos.
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Esta é a imagem de um olival recentemente plantado (há cerca de uma ano), quase não se podendo distinguir as oliveira devido à vegetação que cresce ao longo dos tubos de rega, definindo linhas que contrastam com a cor avermelhada da terra recém lavrada.
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Só muito perto se podem ver as pequenas oliveiras.
(fotos: Abril de 2007)

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publicado às 14:06


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