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Não servirás a dois senhores...

por Júlia, em 03.01.07

Volto à questão da gestão das escolas.

Se os conselhos executivos são eleitos pelo pessoal docente e não docente das escolas é natural que procurem corresponder às expectativas de quem os elegeu. As caracterísitcas destes podem variar muito no que respeita ao profissionalismo.

- Podem predominar os profissionais empenhados, que têm a nítida compreensão da sua missão (não confudir com missionários...), ou seja, da razão pela qual estão a trabalhar numa escola - o sucesso educativo dos alunos. Encaram a profissão como um processo dinâmico, que é preciso rever constantemente, em função dos diferentes alunos com que têm de trabalhar. Consideram o conhecimento da sua área específica e uma boa relação pedagógica como factores importantes que facilitam o processo de aprendizagem dos alunos.  A formação é fundamental, na medida em que contribui para enriquecer o elenco de estratégias facilitadoras da sua actividade docente, bem como proporcionar momentos de reflexão sobre o trabalho realizado.

- Mas também podem predominar as pessoas que encaram a actividade docente com menos profissionalismo, que se interessam pouco por evoluir, que não conseguem ter uma boa relação com os alunos... que ensinam sem se importar com a aprendizagem. São simples burocratas que cumprem mais ou menos os horários e procuram que os incomodem o menos possível.

Mas os conselhos executivos também são os representantes do Ministério da Educação nas escolas. E é sua obrigação cumprir e fazer cumprir as leis e directivas.

A questão que se põe é se estes "dois senhores" têm objectivos coincidentes. Pelo que já se disse, depende das características de  cada escola.

Há escolas que conseguem acompanhar ou mesmo antecipar as mudanças fundamentais ao seu bom funcionamento, respondendo às necessidades da sociedade; outras dificilmente conseguem evoluir.

As primeiras, conseguem avaliar-se, resolver problemas e envolver as pessoas  nas estratégias de mudança - têm líderes que motivam e tomam decisões. Quanto às segundas, não têm essa capacidade. Limitam-se a "gerir" o dia a dia, sem uma perspectiva de gestão estratégica e sem uma assunção clara do que é a missão da escola.

Veja-se como as escolas resolveram o problema das aulas de substituição. Algumas investiram em projectos que proporcionam um enriquecimento dos alunos, outras limitam-se a "gastar" o tempo sem qualquer objectivo educativo.

O Presidente da República, no seu discurso de Ano Novo, desejou ver resultados no que respeita à educação.

Pergunto: Qual a estratégia do ME para a gestão das escolas?

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publicado às 10:53


1 comentário

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De mcg a 14.01.2007 às 20:54

Resolvi visitar o seu blog, e como gestão é a questão que mais me "toca", é sobre esta que vou comentar....

Gestão das Escolas ... é mesmo um tema difícil. Difícil, complicado e, principalmente requer muito empenho e dedicação. Aliás como o tudo o que se quer bem feito, na vida. Digamos que terá a ver com "perfil". Mas o "perfil" vê-se, sente-se, transcreve-se...?
Então como resolveremos dum modo aceitável, para o futuro das nossas escolas, esta questão?
Talvez por concurso, se tudo pudesse ser sério e confiante. Quem não apresentasse resultados não poderia voltar a concorrer. Mas se nem numa empresa da qual se espera "lucro" isto acontece, será que poderá acontecer na gestão das nossas escolas? Tenho muita dificuldade em acreditar. Mas que queria, ah! lá isso queria mesmo. Até lá resta-nos esperar ... e darmos o nosso melhor todos os dias, para que ao levantar a cabeça do travesseiro, todas as manhãs, consigamos fazê-lo com uma disposição razoável e uma sensação de leveza agradável ....
Maria ....

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