Sexta-feira, 24 de Abril de 2015

Pôr-do-Sol

pôr-do-sol.jpg

O Sol estava quase a esconder-se por detrás dos montes. Da janela de casa, o espectáculo pedia que este momento fosse registado. 

Abril, região a norte de Lisboa.

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Sábado, 21 de Junho de 2014

Solstício de junho


O verão chegou, embora a meteorologia não tenha acompanhado o evento solsticial. Mas, nos dias de calor que já se fizeram sentir e naqueles que virão, nada melhor que um passeio num parque arborizado como este.

Infelizmente, nesta terra alentejana, não se encontra nada que se pareça com este parque, o que significa que durante o dia, os passeios não são recomendáveis. Resta-nos a noite e a madrugada (para os corajosos)...

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Terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

Pôr-do-sol na cidade


Aqui há dias. Porque hoje, o céu está cinzento, chove e o vento sopra forte. É véspera de Natal.

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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013

Tapete dourado


Os plátanos vão-se despindo de folhas. Assim ficou o passeio, atapetado de castanho dourado, antes do funcionário da limpeza as levar.

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Quinta-feira, 21 de Março de 2013

Azinheira e poesia



OS LAGARTOS AO SOL


Expõe ao sol a perna escalavrada,

no jardim do Príncipe Real,

uma velha inglesa. Não há nada

tão bonito (pra mim), so natural.


E conversamos: "Helioterapia

medicina barata em Portugal".

Accionista do sol, ajudo à missa:

"But, não muito, que senão faz mal".


Gozosos, eu e a velha, ali ficamos

à mercê de meninos e marçanos.

Ela, a inglesa, de perninha à vela;

e eu, o português, à perna dela.


TalVez um dia, se Briol nos conservara,

alguém um dia nos ajardinara.


ALEXANDRE O'NEILL

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Quarta-feira, 20 de Março de 2013

Equinócio


Começa hoje a primavera. A meteorologia ajudou e o dia está luminoso, embora frio.

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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Chuva

 

Estes dias têm sido dias de chumbo. Espessas nuvens cinzentas desfazem-se em chuva, saciando a  terra, depois da secura do longo e tórrido verão. Ao amarelado seco dos restolhos e da erva dos pousios, substitui-se o verde em tonalidades diversas, renovando a vida das paisagens. A terra, saturada da abundância, deixa, aqui e ali, mantos de água, charcos, onde a vida se vai renovando também. É tempo dos anfíbios - rãs, sapos, salamandras e quantos mais!

Quando uma aberta interrompe a escuridão e ilumina a paisagem, por vezes surge o arco-irís, dissociando a luz nos seus elementos coloridos. Quem pode neste tempo, não admirar a natureza?

 

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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Cúmulos

 

Nuvens cumuliformes, com os seus contornos precisos, desenham figuras no céu azul. Às vezes antropomórficas, outras vezes zoomórficas, outras apenas rolos que parecem  feitos de algodão, mas, em todos os casos, um espectáculo natural encantador.

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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Ponte de Sor

Foi uma passagem muito breve por Ponte de Sor. A jornada já ia longa e o cansaço começava a fazer-se sentir. Mas ainda deu para ver alguma coisa. Uma visita mais demorada ficou para outra ocasião.

 

Quando se chega a Ponte de Sor pela estrada 119, atravessa-se a ponte sobre a Ribeira do Sor e, a montante desta, logo desperta a atenção a muito bem cuidade zona ribeirinha. As árvores despidas de folhas permitem gozar os agradáveis raios solares deste mês de Fevereiro e convidam a um passeio. Podemos também imaginar como este lugar  será agradável no tempo mais quente, com as sombras das copas das árvores e o lago que se forma devido ao açude com comporta que existe um pouco mais a jusante, a refrescarem o ambiente.

A jusante da ponte encontra-se o açude e a comporta e, depois, a ribeira corre no seu leito normal. A curiosidade levou-nos a ver como era este troço da ribeira e fomos andando ao longo da margem. Subitamente, um cheiro alertou para qualquer coisa de anormal.

O cheiro desagradável provinha da descarga destes canos para a ribeira. Há aqui qualquer coisa que não bate certo. A autarquia recuperou e muito bem a zona ribeirinha a montante da ponte mas, não muito longe do espaço bonito e atraente, não há qualquer preocupação com o facto de fazer descargas de esgotos sem qualquer tratamento directamente para a ribeira. Seria desejável que o investimento feito no arranjo da ribeira incluísse sistemas que evitassem a poluição da água, não apenas na parte destinada ao lazer, mas em todo o seu curso.

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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Dia da Terra

A Natureza em todo o seu esplendor. Rio, árvores e nuvens.

 

OS PARAÍSOS ARTIFICIAIS

 

Na minha terra, não há terra, há ruas;

mesmo as colinas são de prédios altos

com renda muito mais alta.

 

Na minha terra, não há árvores nem flores.

As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,

e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.

 

Os cânticos das aves - não há cânticos,

mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º.

E a música do vento é frio nos pardieiros.

 

Na minha terra, porém, não há pardieiros,

que são todos na Pérsia ou na China,

ou em países inefáveis.

 

A minha terra não é inefável.

A vida da minha terra é que é inefável.

Inefável é o que não pode ser dito.

 

                                                         Jorge de Sena

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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Nem tudo é bonito

Elvas é uma cidade privilegiada no que respeita ao património. É de uma riqueza incalculável mas nem sempre se verifica o respeito pelo património construído e pelo património natural.

A foto que se segue é ilustrativa do que afirmo.

 

No centro histórico esta casa constitui uma nota dissonante em relação ao resto dos edifícios. Veja-se a marquise que foi acrescentada e coberta por chapa ondulada e o revestimento da fachada.

Numa área onde as casas se foram aglomerando, constrangido o crescimento da cidade pela cintura de muralhas, são poucos os espaços onde cabem algumas árvores. No entanto, onde elas existem, são tratadas do modo que se pode ver por este exemplo.

Concluindo: nesta foto registei dois atentados contra o património.

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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Acerca das árvores

Quem se interessa por árvores e se indigna contra as "podas" radicais, vale a pena ler o artigo do Arquitecto Francisco Paiva, transcrito na Sombra Verde.

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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Educação ambiental?

 

Uma escola do plano dos centenários. Na altura em que foi construída, na década de 40 do século XX, terão sido plantadas algumas nogueiras que ainda este ano deram frutos. Pelo menos uma delas está morta. As restantes foram agora podadas pelo processo tão em voga nas autarquias. O cepo que se vê em primeiro plano, era uma dessas nogueiras.

 

 

Algumas crianças brincam no recreio que se caracteriza pela sua aridez. Terra batida e algumas árvores que agora foram reduzidas ao que se pode observar.

É a EB1/JI do Bairro Novo em Campo Maior e, segundo o sítio na net, tem projectos ambientais com o objectivo de conservação dos recursos naturais.

 

 

Nota: Partindo do princípio de que foram os serviços camarários a fazer este "trabalho", enviei uma mensagem electrónica ao Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, anexando o texto de C. Coutinho, que pode ser lido aqui . Futuramente, não pode ser invocado o desconhecimento sobre os supostos "benefícios" deste tratamento dado às árvores.

  

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Razia

No dia 4 de Novembro resolvemos continuar a visitar as aldeias e vilas da região. Seguimos a estrada em direcção a Sousel, mas desviamo-nos para visitar Stº Amaro, aldeia que pertence  a este concelho.

A aldeia tem poucos motivos de interesse. As casas estão muito modificadas, no pior sentido; muitas ostentam nas frontarias coberturas de azulejos e outras decorações de gosto mais ou menos duvidoso.

Parámos num largo para ver a igreja da vila, um dos poucos edifícios com algum interesse, e deparámos com um espectáculo pouco edificante: todos os plátanos existentes no largo e nas ruas adjacentes estavam cortados como se pode observar na foto.

 

Como é evidente pela imagem, trata-se de plátanos relativamente jovens. Estes não puderam brindar-nos com o espectáculo da cor outonal das suas folhas.

 

Plátano do pátio de uma escola do 1º ciclo do ensino básico. Os cortes mostram que o "trabalho" da poda foi feito há pouco tempo.

Deixámos Stº Amaro e rumámos a Sousel. Aqui não vimos um único plátano, quer no jardim, quer em praças e ruas dos arredores, que não tivesse sido cortado tal como os que tinhamos visto antes.

Fico com uma dúvida: terá a autarquia de Sousel querido, com esta poda dos plátanos, poupar trabalho aos funcionários da limpeza? A queda das folhas exige mais esforço,  durante mais tempo, do que cortá-las todas de uma só vez.

Mas a consequência disto pode ser a morte das árvores, como já pude verificar noutro local.

 

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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Dia Mundial do Ambiente

 

Quando deixaremos de ver este triste espectáculo? Numa altura em que já há processos para reciclar o entulho proveniente de demolições, porque continua a ser deitado junto aos caminhos?

É urgente a intervenção das autarquias para resolver este problema.

 

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Domingo, 4 de Março de 2007

Tarde de Inverno

Foto 1

Tarde de final do Inverno. O Sol e a temperatura agradável convidavam ao passeio. O campo estava verde e ouvia-se o murmúrio de água a correr, num local onde antes houve uma horta e que tem ainda o poço e um tanque a testemunhar essa antiga ocupação. Mas, à medida que me aproximava, a estas sensações visuais e auditivas, começou a juntar-se um cheiro nauseabundo. Afinal o regato não era mais do que um esgoto a céu aberto.

 

Foto 2

 

Na origem dessa nova sensação olfactiva estava um cano que debitava um líquido leitoso, em contraste evidente com uma corrente de água cristalina que para ele confluia. Na parte inferior da foto 2 vê-se a água limpa, deixando ver o fundo de pedras (cor escura), entrando no líquido leitoso que corre do cano e que alimenta o regato da foto 1.

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Sábado, 3 de Março de 2007

Leitura de jornais

No semanário Expresso de hoje, dois artigos me despertaram atenção especial.

1. O de Miguel Sousa Tavares, intitulado "Interesse Nacional ou o Saque de Portugal". Com a acutilância que lhe é habitual quando escreve sobre problemas ambientais, refere os riscos que decorrem da nova figura jurídica - PIN (Projecto de Interesse Nacional) -, que vai permitir a aprovação de projectos, mesmo que possam desrespeitar os Planos de Ordenamento do Território. Na prática, constituem excepções aos POT, podem levar a que sejam ocupados com empreendimentos turísticos e imobiliários, terrenos que estão classificados de Reserva Agrícola, de Reserva Ecológica ou mesmo pertencentes à Rede Natura 2000. Parece que as consequências da especulação desenfreada e da ocupação de áreas que deviam ser preservadas não serve de lição para quem decide.

2. O de Clara Ferreira Alves, intitulado "Espinha e o osso", na revista Única, de que se transcreve o seguinte:

"Um dos postos onde a cobardia e a fraqueza são premiados é a política. Não a política em todo o seu esplendor, e sim a pequena política, desenhada em rumores de bastidores e intrigas destinadas à salvaguarda da criadagem e à manutenção do poder. Foi há muito tempo que a política deixou de nos convencer da visão romântica e do desígnio social e há muito tempo percebemos que não é a ideologia que molda a consciência e a consciência que vigia o exercício da autoridade".

Esta introdução serve para Clara F. Alves falar do caso da deputada Ana Gomes e da sua posição de independência, assumindo as suas opiniões e convicções.

Diria que a nível local, apesar de vivermos num regime democrático, há sectores onde os pequenos e os grandes caciques procuram silenciar os que deles dependem, sobretudo se essa dependência tem a ver com a sobrevivência das pessoas. Os pequenos e grandes tiranos não leêm pela cartilha das modernas teorias das organizações, que consideram as pessoas como factor chave do desenvolvimento. Para eles, as pessoas não são "colaboradores", mas dependentes que devem obedecer acriticamente a todas as ordens. E não podem ser vozes discordantes, porque pagarão caro tal atrevimento.

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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Abrilongo

Depois de uma visita a Ouguela, vale a pena seguir pela estrada que conduz a Degolados. É uma estrada estreita, com pouco movimento e mal assinalada. Ao passar pela ponte da Ribeira de Abrilongo, pode observar-se, nesta altura do ano, o forte caudal. Percorrendo com vagar esta estrada, é possível ver e ouvir algumas aves (garças, melros, abibes, algumas águias). Nas propriedades, cercadas, predomina a exploração de gado bovino que pasta tranquilamente por entre o montado de azinheiras.

 Montado esparso de azinho. Propriedade cercada.
Chega-se à Barragem de Abrilongo seguindo um desvio à direita. A indicação da existência da barragem não está na estrada principal, mas na que lhe dá acesso.
 
Esta barragem foi construída na ribeira do mesmo nome, que é afluente do Rio Xévora, estando estas terras integradas na bacia hidrográfica do Rio Guadiana. Faz parte do plano de aproveitamento hidroagrícola do Xévora e foi construída ao abrigo de um Projecto de Cooperação Transfronteiça com a Espanha. Pretendia-se, com esta barragem, introduzir culturas de regadio numa área predominantemente de montado.

Uma das ramificações da albufeira de Abrilongo

No entanto, a barragem está situada na Zona de Protecção Especial (ZPE) de aves selvagens de Campo Maior que inclui o grou (migrante) e aves estepárias como o sisão e a abetarda. Este facto mereceu uma advertência a Portugal por parte da Comissão Europeia que considerou que não foi salvaguardada a ZPE contra os efeitos dos sistemas de irrigação sobre as aves.
A albufeira, que não é muito grande, tem uma riqueza paisagística notável. À volta apenas a casa de um monte. Não podendo cumprir a função para que foi construída – a rega – serve agora para ser admirada e para fruição por pacientes pescadores.
Esperemos que as pessoas que venham a usufruir deste fantástico local o preservem como ele e nós merecemos. Porque muita gente considera que pode usar e sujar, deixando lixos sem qualquer preocupação pelas consequências que esta falta de educação (ambiental) pode causar.
Que não seja possível ver as imagens recolhidas na barragem do Caia.

Barragem do Caia. Poluição da água.

 

Margens da Barragem do Caia.

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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Erosão do litoral

 

Neste Inverno de 2007, têm sido frequentes as notícias, ocupando grande parte dos serviços informativos dos meios de comunicação social, sobre o avanço do mar e a consequente destruição de troços da costa. É evidente que ninguém pode ficar indiferente a algumas situações de pessoas, sobretudo de pescadores, que vêm as suas casas em risco de serem destruídas pelo mar.

As reacções que se podem observar variam muito: da parte de alguns pescadores, a compreensão de um fenómeno natural, resumido numa expressão – “o mar deu, o mar tira”. Noutros casos, o que se vê é uma indignação contra “o governo que não faz nada”, como se qualquer governo pudesse agir para contrariar as formidáveis forças da natureza. Para muitas pessoas ainda existe a crença de que o homem tem um poder ilimitado sobre a natureza, que pode dominá-la de acordo com os seus interesses. Assiste-se assim ao pavoroso trabalho de acumular pedras e areias na linha de costa, as quais, ou são logo sugadas pelo mar ou passam a fazer parte de uma paisagem que nada tem de belo.

O que se estranha é que ninguém responsável venha esclarecer que este fenómeno de destruição da costa é imparável. Apenas ouvi, na Antena 1 uma professora da Universidade de Aveiro dizer que, no caso de Esmoriz, não há outra solução que não seja deslocar as pessoas que vivem junto da costa. Entretanto, alguns engenheiros do ambiente (?) propõem soluções de engenharia pesada. Será a construção de muros de betão, como já está acontecer no Algarve, para evitar a derrocada das arribas, ou a acumulação de entulhos?

Mas o facto que devia ser amplamente esclarecido é que a linha de costa nem sempre foi como a conhecemos hoje. Oscilou com os períodos glaciários e interglaciários, que influenciaram directamente o nível do mar. Na Costa da Caparica, a arriba fóssil corresponderá a um período de subida do nível do mar, seguindo-se um período de recuo e de acumulação que originou a vasta planície que se estende até à praia. Agora, com a tendência para a subida do nível do mar, é natural que ele comece novamente a invadir a terra.

Mas tudo isto que está a acontecer mostra a falta de ordenamento do território. Durante décadas admitiu-se, com autorização ou não, a construção em áreas de risco, como: leitos de cheia; vertentes instáveis, com possibilidade de deslizamentos e/ou de fenómenos sísmicos; dunas e arribas. A ausência de uma fiscalização preventiva e a permissividade de alguns responsáveis pelo licenciamento, levou muita gente a construir onde não devia, ou por ignorância ou porque achavam que, embora fosse um risco, “talvez não acontecesse nada”. Em muitos casos, a ocupação destas áreas contribuiu para acelerar o processo de degradação.

É nestes momentos que se lamenta a falta de cultural ambiental de que padece o nosso país. E a escola tem grandes responsabilidades. Porque o discurso das pessoas que são ouvidas na comunicação social demonstra sobretudo uma grande ignorância sobre estes assuntos. Seria suposto, dado o nível de escolaridade que, apesar de tudo, uma boa parte possui (9º ano de escolaridade), terem uma compreensão dos fenómenos geográficos aqui abordados. Mas, infelizmente, tal não acontece.

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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

xisto e lata

O desrespeito pelo ambiente é visível para onde quer que se vá. Nas ruas das povoações e no campo. Aqui, sobre um afloramento de xisto, repousa enferrujada uma lata de conserva.

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