Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Abrilongo

Depois de uma visita a Ouguela, vale a pena seguir pela estrada que conduz a Degolados. É uma estrada estreita, com pouco movimento e mal assinalada. Ao passar pela ponte da Ribeira de Abrilongo, pode observar-se, nesta altura do ano, o forte caudal. Percorrendo com vagar esta estrada, é possível ver e ouvir algumas aves (garças, melros, abibes, algumas águias). Nas propriedades, cercadas, predomina a exploração de gado bovino que pasta tranquilamente por entre o montado de azinheiras.

 Montado esparso de azinho. Propriedade cercada.
Chega-se à Barragem de Abrilongo seguindo um desvio à direita. A indicação da existência da barragem não está na estrada principal, mas na que lhe dá acesso.
 
Esta barragem foi construída na ribeira do mesmo nome, que é afluente do Rio Xévora, estando estas terras integradas na bacia hidrográfica do Rio Guadiana. Faz parte do plano de aproveitamento hidroagrícola do Xévora e foi construída ao abrigo de um Projecto de Cooperação Transfronteiça com a Espanha. Pretendia-se, com esta barragem, introduzir culturas de regadio numa área predominantemente de montado.

Uma das ramificações da albufeira de Abrilongo

No entanto, a barragem está situada na Zona de Protecção Especial (ZPE) de aves selvagens de Campo Maior que inclui o grou (migrante) e aves estepárias como o sisão e a abetarda. Este facto mereceu uma advertência a Portugal por parte da Comissão Europeia que considerou que não foi salvaguardada a ZPE contra os efeitos dos sistemas de irrigação sobre as aves.
A albufeira, que não é muito grande, tem uma riqueza paisagística notável. À volta apenas a casa de um monte. Não podendo cumprir a função para que foi construída – a rega – serve agora para ser admirada e para fruição por pacientes pescadores.
Esperemos que as pessoas que venham a usufruir deste fantástico local o preservem como ele e nós merecemos. Porque muita gente considera que pode usar e sujar, deixando lixos sem qualquer preocupação pelas consequências que esta falta de educação (ambiental) pode causar.
Que não seja possível ver as imagens recolhidas na barragem do Caia.

Barragem do Caia. Poluição da água.

 

Margens da Barragem do Caia.

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publicado por Júlia às 15:10
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4 comentários:
De kaska a 1 de Março de 2007 às 20:14
Francamente a lixeira, em todo o lodo é sempre a mesma coisa, não civismo.
De Júlia a 2 de Março de 2007 às 18:09
Estas fotos são apenas do início da albufeira (a montante). Mais junto do paredão da barragem ainda é pior. Então os espanhóis, deixam lixo que não imagina! Mas acho que a responsabilidade é do lado de cá que não tem processos de vigiar e de responsabilizar quem faz estes atentados contra a natureza (todos nós).

Nota: já tinha publicado estas fotos noutro post , mas perdi-o aselhice minha). Achei oportuno incluí-los neste post .

Cumprimentos

Júlia
De kaska a 2 de Março de 2007 às 21:07
É lamentável que existam pessoas sem civismo nehum e não vejam que se estão a outodestruir, francamente. Por cá (Norte) também temos a barrinha de esmoriz completamente poluida, há fotos no kaska que até dá dor no coração ver.
Bom fim de semana.
De Júlia a 3 de Março de 2007 às 19:20
Aqui no Alentejo temos coisas horríveis. As autarquias funcionam muito mal. Vou continuar a dar alguns exemplos.

Bom fim de semana também

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