Domingo, 2 de Dezembro de 2007

O Castelo de Veiros

Durante alguns anos, quando percorria o IP2, entre Estremoz e Monforte, via ao longe, alcandorado numa colina, o imponente Castelo de Veiros. A intenção de visitar esta povoação foi sendo adiada por falta de tempo. Agora, foi uma das que constituímos como prioritárias, para vermos no local esta interessante vila que já foi sede de concelho. Actualmente é uma das freguesias do concelho de Estremoz.

No Numeramento de 1527-1532,  tinha 361 moradores, o que equivalia a cerca de 1400 habitantes. O concelho estava então integrado nas terras da Ordem de Avis.

Em 2001, a freguesia tinha 1233 habitantes.

Chegados a Veiros, começámos por subir a colina e chegámos à porta principal do castelo. Visto de perto, a sua imponência ainda é maior.

A construção data do século XIV, mas teve obras de reforço das muralhas no século XVII, durante as Guerras da Restauração.

 

 

 Depois de percorrermos um caminho relativamente íngreme, chegámos a esta porta do castelo. Como é fácil de perceber, a fortaleza está fechada, não sendo possível visitar o interior. Soubemos depois que é propriedade privada.

Voltámos à esquerda para rodearmos as muralhas.

 

 

As enormes torres que enquadram outra porta, meio escondida e emparedada.

 

 

 Nesta torre, a construção assenta num afloramento de xisto, o mesmo material que predomina na fortaleza.

 

Na continuação da volta em redor do castelo, desembocámos numa praça onde se situa a Igreja de S. Salvador. Este templo está incrustado no sítio do castelo, de modo que a muralha desaparece para dar lugar à fachada da igreja.

concelhos e outros temas:
publicado por Júlia às 15:03
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14 comentários:
De Fernando Ferreira a 3 de Dezembro de 2007 às 13:38
Propriedade privada? Um castelo? Como é possível que elementos arquitectónicos com uma presença tão forte na história local e regional sejam p.p.?
Espero que, ao menos, ele seja visitável e esteja bem conservado.
Gostei das torres circulares, uma raridade no nosso território.
Boa semaninha!
Fernando
De Júlia a 3 de Dezembro de 2007 às 13:55
Olá Fernando!
O castelo de Veiros não é caso único. O castelo do Crato, o sítio e o que resta dele, também é privado e o dono está lá a fazer coisas completamente vergonhosas. A maior parte dos baluartes da fortificação feita no século XVII em Campo Maior, também são propriedade privada. E alguns deles estão num estado verdadeiramente lastimável.
Olha, vale a pena visitar Veiros. Do IP2 tem-se uma ideia. Mas ir lá é outra coisa.
Podes começar a fazer um itinerário para uma próxima escapadela.
Boa semana de trabalho.
Júlia
De Anónimo... ou talvez não!!! a 8 de Julho de 2008 às 16:24
Que coisas totalmente vergonhosas? Gostaria de saber o que se passa actualmente no Castelo do Crato. Se me puder esclarecer, agradecia.
De Júlia a 8 de Julho de 2008 às 18:28
Caro anónimo
Não tenho muita informação sobre o assunto. Só sei que a pessoa a quem foi cedida a posse do castelo tem feito o que quer naquele espaço. Desde rebocar e pintar o que resta das muralhas, até a erguer paredes de betão cujo destino desconheço. É um "restauro" muito sui generis...
De Pedro a 3 de Dezembro de 2007 às 14:45
Olá Júlia,

Habituado que estou a fazer essa estrada todos os meses, nas minhas deslocações entre a Covilhã e o Algarve, sempre me senti intrigado por esta terra; sobretudo pela aparente desproporcionalidade entre a sua imponente fortificação e a sua actual importância demográfica...

O seu texto abriu-me o "apetite" para fazer, um destes dias, uma pequena paragem. Boa semana.
De Júlia a 3 de Dezembro de 2007 às 17:08
Olá Pedro
A vila não é tão pequena como parece da estrada. Estende-se para o outro lado da colina.
Vou, no próximo post, tentar uma explicação para a imponência da fortificação.
Boa semana.
De arminda a 3 de Dezembro de 2007 às 17:33
olá.... olá....

estou sempre a espreitar pela frsta da tua janela...

gosto das paisagens que vejo por elas...

e lindo o teu alentejo... eu adoro aquelas lonjuras ...

beijinho
minda

nota: espreito espreito e nao comento que isto aqui da um pouco de trabalho e eu sou calona...


De Júlia a 4 de Dezembro de 2007 às 08:57
Minda
É com muito gosto que sei que me visitas frequentemente. E que gostas do que vês. Isto significa que concretizo a minha intenção de divulgar este pedaço do Alentejo.
Quanto aos comentários, não te rales com isso... São sempre agradáveis mas não fico angustiada quando não acontecem (como por outras bandas...)
Sei que vocês andam assoberbados de trabalho e o tempo não dá para tudo.
Beijinho
Júlia
De artesaoocioso a 5 de Dezembro de 2007 às 18:50
Boa noite
Um castelo com torres redondas, nunca tinha visto.
Propriedade privada? Como poderia ser de outro modo: em Lisboa há palácios e museus às moscas.
«Roubei» mais uma foto.
Cumprimentos
De Júlia a 7 de Dezembro de 2007 às 17:09
Ora viva!
Propriedade pública ou privada, o importante é que estes monumentos sejam preservados. Este só pode ser visto por fora. É pena porque gostaria de ter visitado o interior. Mas isso já vai sendo habitual. Mesmo as igrejas, se temos a sorte de ir quando há celebrações religiosas, a porta está aberta. No resto do tempo, não se consegue visitar o interior nem se pode fotografar.
Em Veiros, consegui fotografar a abóbada da igreja à sucapa, aproveitando um momento em que não estava ninguém por perto.
Cumprimentos
De artesaoocioso a 9 de Dezembro de 2007 às 00:10
Boa noite
Público e privado deveriam ser complementares, mas não é assim que acontece entre nós e também noutros países .
Temos muitos castelos e outros monumento abandonados por variados motivos: alguns ficam em rotas que deixaram de ser frequentadas.
Devia existir uma politica nacional para a sua recuperação, com prioridades porque não se pode recuperar tudo.
Em França existe um plano de recuperação de monumentos em regime de parceria público-privado .
Os privados fazem obras de restauro e o governo subsidia espectáculos e outras actividades para amortizar o investimento privado.
Bom fim de semana
De Júlia a 9 de Dezembro de 2007 às 15:24
O exemplo que tenho mais próximo é de uma completa indiferença pelo património. O ex-IPPAR até tem investido muito na recuperação p. ex. do castelo, mas depois não há um aproveitamento do espaço para o colocar ao serviço da cultura e para a realização de eventos que animassem este espaço. Por outro lado, opta-se por construir edifícios de raiz para determinados fins quando era possível aproveitar e recuperar património para desempenhar as mesmas funções.
Dá-me o exemplo da França. Mas, aqui ao pé, bastando atravessar a fronteira, temos casos de recuperação e modernização interior de imóveis verdadeiramente notáveis.
Há dias fui a Badajoz e por lá passeei sem pressas. Não faz ideia da modificação que esta cidade está ter. Era uma cidade feia, degradada (parece que o Franco a odiava) e agora está em plena recuperação de edifícios mais antigos quer pelo governo, quer por empresas. O edifício da Giralda está lindíssimo, sendo ocupado pela Telefónica.
Mas o caso mais interessante passa-se com Olivença. Conheci a cidade na década de 70 e era uma miséria. Agora, ostenta orgulhosamente o seu património, cuidado e ocupado com funções adequadas. Fiz alguns postes sobre Olivença que, se quiser ver, pode encontrar recorrendo às tags. Comparado com o que se passa em terras equivalentes do lado de cá, só nos pode dar pena a falta de visão e incompetência dos nossos autarcas.
Bom resto de domingo
De Anónimo a 24 de Fevereiro de 2010 às 00:14
só para vos informar que este castelo de veiros está completamente ao abandono e que está uma vergonha, ver para crer.
De João S. a 8 de Setembro de 2014 às 21:32
Conheço este castelo muitíssimo curioso há quase trinta anos. Desde então, encontra-se na mesma o que é pena. O castelo esteve sempre visitável, bastando para o efeito, pedir a chave do mesmo ao asilo de crianças da vila, que fica a 50 metros. Existe mesmo essa indicaçao, bem visível junto ao portão e só um cego é que não vê!Visitei-o várias vezes ao longo dos anos e tenho uma enorme e inexplicável paixão pelo mesmo. Esta fortificação foi doada pela Condessa de Cuba à Fundação de NSA do Perpétuo Socorro de Veiros que proteje jovens e, garanto-vos, conhecerá melhores dias se Deus (e a fundação) o permitirem.

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