Sábado, 6 de Novembro de 2010

Postigos

 

 

Nas antigas portas da cidade de Portalegre são comuns os postigos protegidos por grades como estas. Algumas destas portas pertencem a casas que, aparentemente, estão desabitadas.

São portas de madeira que não resistem à usura do tempo. Esta, como outras, tem a parte inferior reforçada com chapas metálicas, processo de esconder a degradação e adiar a sua substituição. Só que as novas seguem outras modas...

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publicado por Júlia às 08:25
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3 comentários:
De João Renato a 6 de Novembro de 2010 às 14:34
Cara Júlia,
Uma amiga viajou pelo Alentejo acompanhando uma contra parente nascida aí, mas criada aqui, no Brasil.
Quando chegou, disse-me que a casa onde sua amiga nascera desabara após ter sido abandonada, assim como também muitas das casas dos parentes da moça.
Pelo que ela me disse, se antes os portugueses vinham para o Brasil, agora vão para a França, Alemanha e Luxemburgo.
Acho isso uma sangria, pois os mais jovens e ambiciosos partem.
Abraço,
JR.
De Júlia a 6 de Novembro de 2010 às 17:43
Olá João Renato:
A emigração dos portugueses para os países mais desenvolvidos da Europa aconteceu sobretudo entre a década de 60 e 70 do século XX. Atualmente , estes países já não recebem tantos imigrantes portugueses. Segundo tenho ouvido, embora não tenha dados concretos, há bastante gente a emigrar para Angola.
O problema do abandono das casas dos centros históricos das cidades e vilas do interior tem justificação bastante complexa. Tem havido, já há algumas décadas, um movimento migratório para as regiões do litoral, por razões económicas, o que levou, por exemplo, ao grande crescimento da região de Lisboa. Algumas casas ainda foram sendo conservadas pelos proprietários, mas os seus descendentes foram perdendo a ligação às chamadas cidades e vilas de província. Claro que conservar estas casas é uma tarefa que custa bastante dinheiro.
Outra questão tem a ver com o preço dessas casas: os proprietários pedem, geralmente, muito dinheiro e quem estivesse interessado em comprá-las tinha de contar com o que teria de gastar com a sua recuperação e melhoria para as tornar mais confortáveis e mais funcionais.
O que se tem passado nos últimos tempos é que é mais barato comprar casas novas do que comprar e recuperar as antigas. Isto tudo acrescido de políticas locais que permitiram a construção e a especulação imobiliária porque dava dinheiro para a administração, através das licenças de construção.
A situação a que chegámos é que se assiste, em muitas terras, à degradação e despovoamento da parte mais antiga e a um alargamento excessivo dos novos bairros.
Procuro, nas fotos que aqui vou deixando, mostrar coisas que, provavelmente, irão desaparecer.
Abraço.
De Hugo Espanhol a 21 de Maio de 2012 às 21:28
Está era a porta da caso dos meus avós

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