Domingo, 7 de Setembro de 2008

Gavião. Casa

Gostei desta casa do Gavião. Pelas cores muito característica do Norte Alentejano, pelas sacadas de ferro fundido ornamentadas com vasos de plantas. E, junto de uma das portas, surgem, da calçada, dois pés de plantas para alegrar e dar uma nota colorida à rua.

Como nota negativa um facto que já se torna habitual nas terras que tenho visitado, com raras excepções: o emaranhado de fios e cabos, de vários serviços, que serpenteia pelas frontarias..

 

concelhos e outros temas:
publicado por Júlia às 11:00
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8 comentários:
De A VER NAVIOS a 7 de Setembro de 2008 às 13:34
Mais uma vez visito este blogue e fico muito satisfeito.
Há uma coisa que ainda não disse, mas a verdade é que em muitas destas fotos, vejo parte da minha bela cidade de Tomar.
Ali nasci e vivi quase metade da minha vida.
Convido-a a visitar, vai ver que "saca"belas fotos.
Bom domingo,
J. Lopes
De Júlia a 7 de Setembro de 2008 às 15:35
Pede-me para fazer fotos de Tomar, quando está demonstrado que é um fotógrafo que sabe muito bem observar e captar aspectos muito interessantes das paisagens e das coisas.
Já visitei Tomar e gosto muito da cidade. Mas, nessa altura ainda não andava com a máquina fotográfica. É natural que encontre algumas semelhanças do que existe nestas terras com a sua cidade. Afinal, o país é tão pequeno e as pessoas sempre se deslocaram dumas regiões para as outras. No caso presente, quase se pode dizer que é só atravessar o Tejo.
Boa semana para si.
De Rafael Carvalho a 7 de Setembro de 2008 às 23:30
Bela imagem. Quanto aos cabos e fios eléctricos , constituem efectivamente uma praga que invadiu todo o país.
Cumprimentos.
De Júlia a 8 de Setembro de 2008 às 23:18
A questão dos cabos chega a um ponto verdadeiramente escandaloso. Aqui, em Campo Maior, algumas pessoas têm posto calhas sobre o emaranhado de cabos. Mas acabam por não ter êxito porque há sempre mais um cabo para colocar e, às vezes, até partem as calhas. Há pouco tempo foi a Cabovisão e agora andam a pôr outros que não sei de que são. É um autêntico emaranhado que cobre as fachadas das casas.
Cumprimentos
De Anónimo a 14 de Setembro de 2008 às 22:52
Este tipo de fachada, pela distribuição dos vãos, pela cor das barras e rodapés, é típico do Norte Alentejano, podendo encontrar-se (para não ir mais longe) muitos exemplos na própria cidade de Portalegre.

Seria interessante, aliás, reflectir sobre uma tendência (eventualemente imposta por restrições na aprovação de projectos) para a reproduçao sistemática de um determinado tipo de exteriores, seguramente tradicionais. Isto é válido, essencialmente, para o próprio concelho de Portalegre. Não há praticamente vivenda nova cujo exterior não obedeça a este padrão.

Alguns críticos apontam um excesso de purismo conservador e monótono, válido para conter os impulsos excessivos de criatividade, mas ao mesmo tempo cerceador da própria iniciativa criadora, fomentando uma espécie de cinzentismo (ainda que fixado numa bela cor ocre).

(arquitecto frustrado)
De Júlia a 15 de Setembro de 2008 às 11:20
Tem razão com a excessiva padronização da paisagem urbana. Embora não seja arquitecta, acho que se deve considerar a harmonia do conjunto, mas sem fundamentalismos. Conheço alguns casos de novos edifícios em centros urbanos, de características modernas, mas que casam bem com a arquitectura tradicional.
Mas também se vêem autênticos horrores em aldeias e vilas, como as frontarias cobertas de azulejos de muito mau gosto e má qualidade, de cores como o castanho escuro, e não se percebe como as autarquias consentem na descaracterização dessas povoações.
No caso do emprego do amarelo nas fachadas dos edifícios, o que até hoje vi como mais extremo foi em Alter do Chão. Aliás, escrevi que se tivesse de atribuir uma cor a cada terra, seguramente que o amarelo seria para Alter.Talvez por ser mais pequena que Portalegre, nota-se mais a predominância desta cor.
Na minha memória guardo a utilização do roxo-rei do rodapé e barras da casa dos meus pais. Que é uma cor que raramente tenho visto nas minhas visitas às terras desta região.
De Luiz a 17 de Junho de 2009 às 10:18
Sou o "arquitecto frustrado" (frustrado como arquitecto, ou como muitas outras coisas que não fui e poderia ter sido, obviamente).

Não tinha lido a sua resposta, deslize do qual peço desculpa.

No final, faz referência à cor “roxo-rei”. Não sou daltónico em sentido estrito, pois distingo muito bem as tonalidades, mas no que toca a pôr-lhes nomes sou um zero à esquerda. Será que essa cor que refere é a mesma que aparece naquele portão de quinta, em Montemor-o-Novo, do qual já ambos publicámos fotos? Em Belver, sede da freguesia onde nasci, existe, na rua principal, um antigo e volumoso edifício, que, desde que me recordo, sempre esteve pintado com uma cor semelhante. Para além disso, os rodapés e barras eram caiados ou pintados de branco, produzindo um efeito que sempre me impressionou.

Tenho vaga memória de ter visto, por aquelas aldeias da minha infância, mais alguma casa com esse tipo de pintura.
De Júlia a 17 de Junho de 2009 às 16:31
Ora viva!
O roxo-rei é exactamente a cor que refere. A minha mãe chamava-lhe assim, apesar de não ser roxo-roxo. Era com esta cor que pintava o rodapé da nossa casa. Às vezes empregava também a "oca", aquele amarelo bem característico da nossa região.
Tenho encontrado nalgumas terras essa cor o que me deixa com muitas saudades daquela casa. Por exemplo, em Lavre, há várias casas pintadas dessa cor, mesmo algumas com aspecto de terem sido restauradas recentemente.

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