
Janela do 1º andar de uma casa em Arronches.
Um projecto que se iniciou no dia 13 de Dezembro, integrado no Projecto Rios.
Para ver em: http://xevoravivo.blogspot.com/

Fonte Nova em Campo Maior. Aqui se enchiamos cântaros para transportar a água com que se abasteciam as casas.
Foto: Janeiro de 2010.
Já tem mais de dois anos a foto do outro elemento do conjunto da fonte: o tanque que servia para os animais beberem.
(Foto no Flickr. Clicar para ver imagem maior)


Nos interstícios da calçada do quintal* nasceram alguma plantas. É um jardim espontâneo e verdejante nestes dias de Inverno.
* Designação pomposa de um pátio interior rodeado por altas paredes.

Janela que já foi porta, enquadrada por cantaria em granito e com vasos de plantas no parapeito. De notar que a placa com o número de polícia se mantém por cima da porta que se transformou em janela.
Em Arronches, Janeiro de 2010.
Num dia de chuva, de regresso da região de Lisboa, fomos espreitar a aldeia de S. Bento do Ameixial. É uma povoação muito pequena, na qual se destaca a igreja, de arquitectura popular. Provavelmente, a igreja original terá sido acrescentada em cada um dos lados, com as edificações que se vêem na foto, mas que não acompanham toda a parede lateral do templo. As traseiras mantêm a dimensão original e, na frontaria, a fita vertical pintada a azul, sugere o limite da primitiva igreja.

Apesar do dia cinzento, sobressai a brancura das paredes caiadas da igreja.

Nas traseiras, em cada um dos ângulos do edifício, a estrutura é reforçada por estes elementos.

Porta antiga de uma casa de Arronches

O meu jardim tem sofrido algumas alterações devido ao facto de algumas plantas terem morrido, provavelmente devido às difíceis condições que enfrentam, com verões muito quentes e invernos bastante frios. Agora estou mais virada para experimentar plantas como os cactos. Uma das últimas aquisições foi um aloés. É uma planta de que gosto e que tem umas flores fantásticas. Claro que o meu é apenas um pé e ainda não tem flor.
Estes foram fotografados num jardim, no concelho de Loures.

Porta de uma casa, em Arronches

O Rio Caia e a Ponte do Crato em Arronches.

Mais a jusante, no Baldio, o rio espraia-se e corre rápido na área onde começa a albufeira. Aqui foi construída uma nova ponte e é um dos pontos de observação de garças.

No Baldio, ao lado da nova está a antiga ponte, onde pode ver-se o que terá sido o leito natural do rio.
17 de Janeiro de 2010
No dia 10 de Janeiro caíu um nevão em Campo Maior. Uma das consequências foi terem-se quebrado alguns ramos das tipuanas que existem na Avenida da Liberdade.
Estas árvores foram cortadas até ao tronco há relativamente pouco tempo, tendo desenvolvido ramos muito longos e delgados, tão frágeis que não resistiram ao peso da neve que sobre eles se acumulou. Claro que a solução adptada foi a mais radical: cortaram-se as árvores ficando reduzidas ao tronco e pouco mais.
O espectáculo proporcionado pelos funcionários da câmara a cortarem as árvores estava a ser presenciada por algumas pessoas, entre as quais um senhor que comentou que antigamente os jardineiros tratavam as árvores de modo diferente. Desde pequenas iam-nas "armando", fazendo podas de modo a criar uma copa equilibrada, sustentada por tronco e ramos fortes. O que estavam agora a fazer às árvores era errado porque, para o trabalho ser bem feito, teriam de cortar os ramos de modo a ficarem com cerca de um metro, metro e meio, para poderem engrossar e sustentar os novos ramos que viessem a crescer. Lamentava-se que ninguém hoje ouve as opiniões dos mais velhos e que estão a dar cabo das árvores. Agora só fazem como os engenheiros mandam fazer.

O corte de parte das tipuanas, no dia 18 de Janeiro.

Eram numerosos, na beira da estrada. Este estava nesta posição.
Era uma vara de porcos bastante numerosa. Alguns estavam junto da vedação da propriedade. No entanto, mostraram-se muito esquivos e fugiram. Estes estavam relativamente longe, mas vê-se que o ano tem sido pródigo em alimento pela corpulência que exibem.

Na minha conta no Flickr só coloco as fotos de que gosto mais. De todas as que tirei no passado domingo, durante o nevão, esta é a minha favorita, onde aparece o Ficus do quintal da minha vizinha, o telhado de uma depedência das traseiras da casa de outra vizinha e ainda, na parte superior, o telhado da sacristia da Igreja Matriz.
Clicando sobre a fotografia é possível vê-la em tamanho grande.
Fenómeno raro, mas aconteceu nesta tarde de Janeiro.

O Jardim Municipal

Uma das árvores do jardim

O convento visto do meu terraço

Candeeiro de rua e sacada

A torre da Igreja Matriz, vista do meu terraço

O meu terraço

Um dos poucos sobreviventes do bosque de eucaliptos que existia nas margens do Rio Xévora, junto à igreja de Nossa Senhora da Enxara.

Até podia ser uma pintura abstrata. Metade verde e a outra metade branco azulada. Mas não é. Trata-se de um pedaço do Alentejo, uma seara e o céu carregado de nuvens, mas repousando depois dos dias cinzentos em que o céu parecia que ia desfazer-se em chuva.
No dia 5 de Janeiro, o rio Xévora cresceu e alagou o leito de cheia, consequência da chuva que, persistentemente, caíu durante alguns dias.

A jusante do pontão, vendo-se, ao fundo, a igreja de Nossa Senhora da Enxara. Há uns dias a água cobriu o tabuleiro que se vê no canto inferior esquerdo.

A montante do pontão.
Os folhados (Viburno tinus) que vi na região de Lisboa já começaram a florir. Tinha um no terraço, mas morreu, bem como o alecrim.
Os que estavam no jardim municipal, cujo porte era já apreciável, foram arrancados durante a "requalificação". Agora predomina a lantana, nesta altura do ano queimada pelo frio.

Estranha e caprichosa forma do tronco de uma velha oliveira.
Dia Mundial da Paz
Janela decorada com sacada protegida por grade de ferro forjado numa rua do casco urbano antigo de Campo Maior. De lamentar os cabos que "interrompem" a beleza da imagem.
(Foto no Flickr. Clicar sobre a imagem para ver em tamanho grande)

Porta e janela com cantaria de granito de uma casa do centro histórico de Castelo Branco.
O tempo passa depressa. Faz hoje três anos que criei este blogue.

Medronheiro com frutos e flores.
"Já ninguém hoje em dia duvida do valor e interesse da árvore, tanto se tem escrito e falado sobre o assunto em todo o mundo.
Quando porém do interesse abstracto pela "Árvore" passamos a considerar a forma como a nossa gente reage perante "aquela árvore que me ensombra a casa ou o quintal", desaparece a unanimidade na apreciação e as consequências são quase sempre desastrosas para a árvore.
A primeira e mais vulgar reacção consiste em limitar os prejuízos atribuídos à árvore - podando-a!
E a prática generalizou-se de tal forma que quase ninguém conhece a imagem de uma árvore intacta, com a forma que Deus lhe deu, e não a caricatura que os homens fizeram dela.
Todos os anos, no fim do Inverno saem ao campo, das mais diversas procedências, brigadas de homens armados de serrotes e tesouras a podar arvoredos das ruas das Cidades e das Vilas e ultimamente até das estradas nacionais."
(Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Teles, A Árvore em Portugal. Assírio e Alvim. p. 15)
Já não é preciso esperar pelo final do Inverno para assistir ao corte indiscriminado das árvores. Antes que as folhas caiam, cortam-se os ramos... sempre se poupa o trabalho de varrer as folhas do espaço público. As imagens que se seguem foram registadas no dia 20 de Dezembro, em Campo Maior e ilustram as caricaturas de árvores, neste caso plátanos, que resultam da acção dos serviços camarários.

No chamado "campo da feira", onde antes era o fosso que protegia as muralhas seiscentistas e que foi aterrado há muitos anos. Repare-se na quantidade de ramos que estão no chão.

No mesmo local da foto anterior

Junto à estrada que limita o "campo da feira"

No interior do parque da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação

A mesma igreja do post anterior mas, provavelmente, com mais de cinquenta anos a separá-las. Constitui uma das fotos da Estampa XVIII do livro de Orlando Ribeiro, Geografia e Civilização. Temas Portugueses, da Editora Livros Horizonte.
Na legenda pode ler-se:
"Igreja de taipa com gigantes (Nossa Senhora da Enxara, Campo Maior).

Ermida localizada nas proximidades do Rio Xévora. Construída em adobe, é um exemplar de arquitectura popular alentejana. É local de romaria pascal para os habitantes do concelho de Campo Maior.
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